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Quem é o herdeiro condenado a pagar R$ 5 bilhões para ex-funcionária por estupro

Alkiviades 'Alki' David já respondeu outros processos por "má conduta sexual"; ele nega as acusações

25 jun 2024 - 12h05
(atualizado às 12h41)
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Resumo
Alkiviades 'Alki' David, herdeiro de fábricas responsáveis por engarrafar bebidas da marca Coca-Cola, é natural da Nigéria e acumula 235 mil seguidores no Instagram. Ele foi condenado a pagar US$ 900 milhões para uma ex-funcionária pelos crimes de assédio e agressão sexual grave.
Alkiviades 'Alki' David, de 56 anos, lidera a Hologram USA, empresa conhecida por produzir hologramas de celebridades mortas
Alkiviades 'Alki' David, de 56 anos, lidera a Hologram USA, empresa conhecida por produzir hologramas de celebridades mortas
Foto: Reprodução: Instagram/alkidavid

A Justiça de Los Angeles, nos Estados Unidos, condenou o empresário Alkiviades 'Alki' David a pagar US$ 900 milhões (o equivalente a R$ 4,9 bilhões na cotação atual) a uma ex-funcionária por assédio e agressão sexual grave, incluindo estupro. O crime aconteceu de 2016 a 2019, segundo as investigações. Ele nega as acusações.

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Quem é Alki David?

Natural de Lagos, na Nigéria, Alkiviades 'Alki' David, 56 anos, vem de uma família com origem grega e é herdeiro do Grupo Leventis-David, que tem fábricas responsáveis por engarrafar bebidas da marca Coca-Cola em cerca de 28 países. Ele também lidera a Hologram USA, empresa conhecida por produzir hologramas de celebridades mortas, como Michael Jackson e Tupac Shakur.

Alki co-fundou a agência Independent Models em 1998 e, anos depois, em 2006, ele lançou a 111 Pictures Ltd. em parceria com o produtor de cinema Elliott Kastner, uma empresa de produção independente sediada no Reino Unido.

O seu portfólio de empresas também inclui diversos serviços de streaming na internet e uma empresa de fabricação de cannabis, conhecida como Swiss-X.

No Instagram, rede social em que acumula 235 mil seguidores, ele mostra um pouco da sua vida ao lado da cachorra Diva, da raça Doberman, e do seu trabalho, como as propagandas da empresa de cannabis e a repercussão da sua empresa de hologramas na mídia.

Alki David constantemente compartilha registros ao lado da cachorra Diva, da raça Doberman
Alki David constantemente compartilha registros ao lado da cachorra Diva, da raça Doberman
Foto: Reprodução: Instagram/alkidavid

Entenda o caso

A vítima, que não teve o nome divulgado, é uma ex-modelo que trabalhou na Hologram USA após conhecê-lo como um "magnata da mídia". Segundo ela, Alki tentou beijá-la à força em uma viagem de trabalho para a Grécia, mas ela virou o rosto e recebeu um pedido de desculpas do empresário. No final do mesmo ano, ela foi demitida.

Em 2018, ela foi convidada para ser embaixadora da Swiss-X. Em uma ocasião, o empresário a teria levado para um quarto de hotel e pedido para ela provar o produto. A ex-modelo relatou que ficou desorientada e viu Alki se masturbar. Ele ainda a teria forçado a tocar nas partes íntimas dele.

A vítima disse às autoridades que, em 2019, ela foi estuprada pelo empresário em uma sala durante uma reunião de negócios. De acordo com os depoimentos colhidos ao longo do processo, Alki tinha uma imagem escrita "HER-ASS" (traseiro dela, em português) na porta do departamento de recursos humanos. Inclusive, uma sala da sede da Califórnia era chamada de "sala do estupro" pelos funcionários.

Segundo o jornal Los Angeles Times, não é a primeira vez que o empresário é processado por estes crimes. Ex-funcionárias já relataram casos em que Alki forçava beijos indesejados e as agarrava pelo pescoço. Anteriormente, o empresário já teve que pagar cerca de US$ 70 milhões em outros processos por "má conduta sexual".

O advogado da ex-modelo, Gary Dordick, disse que o empresário estuprou a mulher enquanto respondia outros processos por agressão sexual. 

Em caso de violência contra a mulher, denuncie

Violência contra a mulher é crime, com pena de prisão prevista em lei. Ao presenciar qualquer episódio de agressão contra mulheres, denuncie. Você pode fazer isso por telefone (ligando 190 ou 180). Também pode procurar uma delegacia, normal ou especializada.

Saiba mais sobre como denunciar aqui.

Fonte: Redação Nós
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