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Casal trans fala sobre Parada LGBTQIA+: "Ato de resistência"

"É um ato de ativismo e resistência. Todas as pessoas que estão lá têm uma história e estão lá para provar que existimos"

18 jun 2022 08h30
| atualizado em 21/6/2022 às 16h49
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O casal Lana Santucci, 26 anos, e Estevan Vicent, 27 anos, pode ser chamado de hétero trans. Isso porque ambos fizeram a transição para o sexo oposto ao que foram registrados quando nasceram e, depois de se assumir mulher (Lana) e homem (Estevan), vivem um linda história de amor. Lana tem 1,83m e Estevan 1,62m. São alvos de olhares estranhos quando saem, mas ignoraram tanto esses olhares quanto comentários.

Lana Santucci e Estevan Vincente (Fotos: Pablo Saborido/Divulgação)
Lana Santucci e Estevan Vincente (Fotos: Pablo Saborido/Divulgação)
Foto: Elas no Tapete Vermelho

Em vídeo exclusivo ao "Elas no Tapete Vermelho", falaram sobre preconceito, sobre inserção de pessoas trans no mercado de trabalho, sobre a importância da Parada de Orgulho LGBTQIA+, entre outros assuntos.

Assista ao vídeo completo aqui:

"Não temos paciência com preconceito, a gente simplesmente ignora, não damos bola", disse Lana. Estevan lembra comentários que já ouviu. "Ah, se você é homem e ela mulher, então está tudo certo", conta.

Lana disse que ambos foram aceitos pelas suas famílias, mas já revelou que foi foi desrespeitada, por ser trans, em sets de moda, onde atua desde 2019, após participar do reality "Born To Fashion", do Canal E! e receber convite de Alexandre Herchcovitch para fechar o desfile da grife À La Garçonne, em setembro daquele ano. "Eu nem pensava em trabalhar com moda", afirmou Lana, que já foi gamer de sucesso. "No universo dos jogos, já ouvi muitos comentários maldosos, mas aprendi a lidar com isso."

Lana Santucci e Estevan Vincente
Lana Santucci e Estevan Vincente
Foto: Divulgação/Way Model / Elas no Tapete Vermelho

Estevan Vincent, que trabalha com gestão de pessoas e RH, lembra sobre a importância da Parada de Orgulho LGBTQIA+. "É um ato de ativismo e resistência. Todas as pessoas que estão lá têm uma história e estão lá para provar que existimos e que temos que ser bem-vindos em todos os lugares".

Lana acrescentou ainda que não adianta as empresas agirem só no mês do Orgulho e no resto do ano nada ser feito. "A capacitação de um profissional, a capacidade de intelectual de uma pessoal não depende de cor, etnia, orientação sexual ou identidade de gênero. A pessoa trans não pode pode ser apenas cota dentro das empresas", afirmou Lana, que já posou para publicações como Vogue Brasil, Vogue Portugal, Elle, Glamour e L'Officiel. Em seu currículo, constam também campanhas para grifes como John John, M.A.C, Vivara e Paula Raia, além de desfiles na São Paulo Fashion Week.

Elas no Tapete Vermelho
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