EUA: Líder da bancada negra se encontra com organizações do movimento negro brasileiro
Reunião com o representante Hank Johnson faz parte de agenda de encontros que organizações do movimento negro, ao lado de outras organizações sociais, vêm fazendo com congressistas nos EUA
Nessa quarta (27), organizações do movimento negro brasileiro, como Instituto de Referência Negra Peregum, Instituto Marielle Franco, Geledés - Instituto da Mulher Negra, Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (CONAQ) e Uneafro Brasil, realizaram encontros com congressistas americanos que compõem o Black Caucus, a bancada negra do congresso dos Estados Unidos. Durante o dia, o grupo também teve agendas sobre temas, como racismo ambiental e direito sexual e reprodutivo.
Entre os parlamentares que encontraram as representações do movimento negro está Hank Johnson, o líder do Black Caucus. A quem o grupo fez questão de apresentar o cenário de violência política existente no Brasil, principalmente contra candidaturas e parlamentares negros e negras.
"Frisamos a importância de uma agenda de enfrentamento à violência política no Brasil, principalmente de candidaturas negras, que têm sido alvo de ataques. E também que o combate ao racismo precisa estar na centralidade dos debates sobre democracia", afirma Sheila de Carvalho, diretora de incidência política do Instituto de Referência Negra Peregum.
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A instabilidade política da democracia brasileira tem sido tema de todos os encontros, principalmente pelo fato de o presidente da República, Jair Bolsonaro, ter atacado, em diversas oportunidades, o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas do país.
Mais cedo, as organizações do movimento negro também se encontraram com Sheila Cherfilus-McCormick, deputada que atua na luta pelo direito sexual e reprodutivo e com Rick Duke, enviado especial adjunto para o clima. Na ocasião, o tema do racismo ambiental e das violências vividas por populações negras em territórios urbanos e rurais.
Além das organizações do movimento negro, representantes de grupos ambientalistas, LGBTQIA+ e de entidades que atuam na defesa dos direitos humanos também participam das reuniões com os congressistas.
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