Aprovados da PMDF fazem novos comentários misóginos em grupo: "marmita de Mike"
Homens integram grupo de concursados no WhatsApp e fizeram outra comparação misógina usando o símbolo da Renault
Os aprovados do último concurso da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) criaram um grupo no WhatsApp para compartilhar informações entre eles. Desde então, as mulheres que integram o grupo sofreram diversos ataques machistas e misóginos, além de terem sido expulsas do grupo.
"Você pode defender elas do jeito que for, mas quem vai traçá-las não será tu", disse um homem, após um integrante defender as mulheres. Elas também foram chamadas de "marmita de Mike" por um homem que disse que elas "estavam nervosas". A expressão "Mike" se refere a alguém que é militar e é muito usada entre militares. Estes e novos ataques aparecem em novos prints a que o site Metrópoles teve acesso.
Um dos integrantes do grupo faz uma alusão ao símbolo da marca Renault, fabricadora de veículos, e credita a isso a facilidade que as mulheres têm de conseguir as coisas. "Não fui eu quem disse o que estou prestes a digitar aqui, papai do céu que ouvi isso da boca de uma pfem [policial feminina]: ‘Mulher, tanto na polícia quanto na vida, consegue tudo graças ao símbolo da Renault'", escreveu.
O subcomando da PMDF é ocupado por uma mulher, a coronel Ana Paula Barros Habka, nomeada recentemente após as prisões que atingiram a cúpula da instituição sob acusação de omissão nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Terra NÓS procurou a corporação para saber qual o posicionamento da PMDF no caso. Assim que recebermos uma resposta, esta matéria será atualizada.