Veja 5 fracassos de venda da Volkswagen no Brasil
Nem sempre os modelos comercializados pela VW no Brasil alcançaram o sucesso do SUV Tera, seja por mecânica ruim, estética, ou mesmo por não caírem no gosto do brasileiro
O Volkswagen Tera estreou fazendo sucesso. Em sua primeira noite de vendas, gerou mais de 12 mil pedidos em apenas 50 minutos. Um marco, afinal, nos mais de 70 anos de história da marca no Brasil. No geral, a alemã se acostou com o sucesso. O Gol, por exemplo, detém o recorde de carro mais emplacado do Brasil, com mais de 7 milhões de unidades. Porém, a companhia também teve lá seus momentos de fracasso. Listamos cinco modelos da VW que foram verdadeiros fiascos de venda no País.
Apollo
Um fiasco clássico do mercado nacional é o Volkswagen Apollo. Irmão quase gêmeo do Ford Verona, o sedã nasceu na época da Autolatina - joint-venture entre as duas fabricantes, que durou de 1987 a 1996 -, mas não emplacou por aqui. O modelo queria se distanciar do primo por meio de uma pegada mais esportiva. Tinha detalhes como motor 1.8, câmbio com relações mais curtas, lanternas traseiras escurecidas e, assim, custava mais caro. A clientela acabou, desse modo, optando pelo Ford. Moral da história: o Apollo foi fabricado por apenas dois anos, de 1990 a 1992.
Kombi a diesel
Voltando um pouco na história, a Kombi com motor a diesel também foi um mico. Lançado em 1981, o modelo com essa especificação deixou para trás a fama de robusto. Afinal, a falta de durabilidade mecânica do propulsor, que costumava fundir com baixa quilometragem, fez do modelo um fracasso. Em síntese, o motor feito a partir do 1.6 a álcool ou gasolina do Passat tinha radiador subdimensionado que não dava conta do recado e fazia com que a temperatura de funcionamento permanecesse constantemente alta. Isso, em síntese, diminuía a vida útil. O erro de engenharia não foi consertado e o modelo precisou sair de linha cinco anos depois.
Pointer
Também fruto da Autolatina, o Pointer utilizava a plataforma do Ford Escort. Além do visual de gosto duvidoso e da carroceria com quatro portas (não tão aceita à época), o hatch não caiu nas graças do consumidor brasileiro, que preferia o próprio Ford Escort. Por isso, as vendas não foram boas. A produção, desse modo, totalizou 37 mil unidades (quase quatro vezes menos do que o irmão sedã Logus) e durou de 1994 a 1996.
Polo Classic
Avançando um pouco na década de 1990, o Polo Classic chegou ao Brasil em 1996 por conta da falta de consenso para o lançamento de um novo Voyage - alega-se corte de custos. Mas era necessário, porque o Gol, à época, lançava sua segunda geração. O tempo passou e a VW decidiu importar o Polo Classic da Argentina, com algumas mudanças. No entanto, o sedã não era páreo para modelos como o Fiat Siena, por exemplo. A Volkswagen, de fato, só retomou participação no segmento quando lançou o Voyage, já com base na terceira geração do Gol, em 2008.
Eos
Há tempos, a falta de segurança e os preços altíssimos não deixam o consumidor brasileiro cair nas graças dos carros conversíveis. Salvo exceções, como Chevrolet Kadett GSI e Ford Escort XR3, pouquíssimos modelos do gênero fizeram sucesso por aqui. E um desses fiascos foi o Volkswagen Eos. Com apenas um ano de mercado - de 2009 a 2010 - sequer é lembrado por muita gente. Cabe salientar que, à época, o modelo era vendido por cerca de R$ 150 mil. Um absurdo, afinal, um modelo popular custava cinco vezes menos. E, se era para andar de conversível, os endinheirados da época preferiam Audi, Mercedes-Benz e BMW.
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Atualizada em 12/6 às 11h43