Rodízio de carros em SP no Corpus Christi: veja como vai funcionar
Prefeitura de SP define regras para o rodízio municipal no feriado; restrição dá multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH para quem circular com veículo suspenso nos horários proibidos
A Prefeitura de São Paulo e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-SP) definiram o esquema do rodízio municipal de veículos na capital durante o feriado de Corpus Christi. Carros com placas de finais 7 e 8, que normalmente estariam proibidos de circular pela capital na quinta-feira (19) nos períodos de trânsito mais intenso, poderão rodar livremente.
Da mesma forma, os automóveis com placas de finais 9 e 0 poderão sair pelas ruas do centro expandido de São Paulo na sexta-feira (20), quando o rodízio municipal também estará suspenso.
Entretanto, a suspensão valerá somente para os carros. Veículos pesados ficam livres na quinta-feira, mas voltam a ter a circulação restrita na sexta, conforme as Zonas de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF).
Por fim, as faixas exclusivas de ônibus estarão livres para circulação somente na quinta-feira (19), dia do feriado. E o rodízio municipal em SP volta ao normal na próxima segunda-feira (23).
Como funciona o rodízio de veículos em SP
A restrição de circulação de carros e caminhões em São Paulo vale apenas para o chamado "Centro Expandido" da capital (veja o mapa abaixo). Toda semana, de segunda à sexta-feira, veículos ficam proibidos de circular em dois períodos: na parte da manhã, entre 7h e 10h; e no fim da tarde, das 17h às 20h.
O "Centro Expandido", onde a circulação fica proibida, inclui bairros que circundam o centro histórico da capital. É o caso, por exemplo, da Liberdade, Consolação, Bom Retiro, Brás, Mooca, Lapa, Barra Funda e Vila Leopoldina. Bem como Pinheiros, Vila Mariana, Saúde, Ipiranga e Moema.
Penalidades do rodízio municipal
Quem circula no centro expandido durante o rodízio comete infração média. Ou seja, fica sujeito a multa no valor de R$ 130,16. Além disso, leva quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Vale dizer que há vários radares com leitura de placa espalhados pela capital. Portanto, quem passar por um desses equipamentos está sujeito à multa.
Da mesma forma, as faixas exclusivas de ônibus não estão liberadas para a circulação de veículos particulares. Ou seja, quem desrespeitar essa regra comete infração gravíssima. Assim, o motorista fica sujeito ao pagamento de multa no valor de R$ 293,47. Bem como recebe 7 pontos na CNH.
Finais das placas do rodízio
O rodízio de carros em São Paulo foi criado em 1997 para limitar a quantidade de veículos nas vias da capital durante os horários de pico. A regulamentação municipal determina em quais dias e horários os carros e caminhões podem circular. A regra vale conforme o final da sua placa. Dessa forma, a ideia é reduzir os congestionamentos.
Veículos isentos do rodízio
De maneira geral, a isenção de rodízio é concedida para veículos utilizados em serviços considerados essenciais. É o caso de ambulâncias, viaturas da polícia e dos bombeiros, entre outros. Algumas categorias profissionais também podem solicitação a liberação do rodízio. Entre eles estão médicos, transportadores de cargas especiais e de transporte escolar.
Gestantes e pessoas com problemas de saúde que restringem a mobilidade também podem solicitar a isenção. Assim como quem esteja fazendo tratamento contra doenças graves e precisa se deslocar para atendimento. O motorista que precisar realizar uma viagem de emergência e for autuado, pode recorrer da multa. Porém, caberá à autoridade de trânsito avaliar se aceita ou não o argumento.
Elétricos e híbridos podem circular?
Vele lembrar ainda que modelos elétricos e híbridos estão isentos do rodízio municipal. Assim, a restrição não inclui carros com motores 100% alimentados por baterias. Bem como os híbridos leves, com sistema de 48V, híbridos convencionais e também os do tipo plug-in. Estes podem ser recarregados em tomadas e carregadores.
A diferença entre os híbridos convencionais e os plug-in é relativamente simples. No primeiro tipo, os carros têm "circuito fechado". Ou seja, as baterias são recarregadas exclusivamente pelo motor a combustão. São carros como Ford Fusion Hybrid e Toyota Corolla Hybrid. Nos híbridos plug-in, a recarga é feita na rede elétrica. Um exemplo é o novo BYD Song Premium.
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