Quais são os carros piores pra vender no Brasil e os que mais perdem valor?
Levantamento aponta para depreciações que passam 30% e quais os modelos que demoram mais para serem comercializados
Modelos premium lideram a desvalorização entre seminovos no Brasil, com casos extremos como o Porsche Panamera, que perdeu 30,8% do valor em dois anos. No entanto, o mercado é fortemente impactado por dinâmicas regionais, que alteram a liquidez e o preço dos veículos. O Jeep Compass exemplifica essa variação: enquanto atinge valorização de 1,27% no Paraná, sofre quedas de até 5,7% no Amapá, provando que o perfil de compra local é decisivo para a revenda e a depreciação de um automóvel.
Um dos dados que podem determinar a compra de um carro é o quanto ele é fácil (ou difícil) de revender, além de quanto perde de valor. Pensando nisso, o Jornal do Carro consultou especialistas sobre quais são os modelos mais críticos nesses aspectos.
Mesmo a partir de diferentes metodologias para medição a depreciação de um veículo, os modelos premium estão entre os mais desvalorizados do mercado de seminovos. No cálculo da Indicata, por exemplo, um Porsche Panamera perdeu 30,8% de seu valor em dois anos.
Mercados regionais contam histórias diferentes
Embora as duas pesquisas utilizem uma base nacional, cada estado tem uma dinâmica própria, o que pode favorecer ou prejudicar tanto a depreciação quanto o giro de estoque dos veículos.
Como exemplo, a Indicata cita as picapes de cabine dupla, que apresentam comportamentos diferentes em mercados como São Paulo e Campo Grande, refletindo diretamente o perfil de compra de cada região.
Algo semelhante também ocorre com o Jeep Compass (2023-2025). A Auto Avaliar calculou que o preço médio do modelo no país é de R$ 151.524. Entretanto, no Paraná o SUV apresenta valorização de 1,27%, enquanto em São Paulo e Santa Catarina os índices são de 0,5% e 0,4%, respectivamente.
Em outros locais, porém, o modelo registra desvalorização. Um Compass nas mesmas condições apresenta queda de 1,5% em Pernambuco e de 1,2% em Minas Gerais. O caso mais extremo foi registrado no Amapá, onde o modelo pode sofrer desvalorização de 5,7%.
Os dados mostram que fatores regionais podem alterar significativamente o comportamento de um mesmo veículo no mercado de usados, influenciando tanto sua valorização quanto sua liquidez no mercado de seminovos.
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