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Novo Renault Duster será híbrido e produzido no Brasil

SUV compacto passa por renovação para seguir competitivo no segmento

29 jan 2026 - 15h19
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A Renault apresentou na Índia, na última segunda-feira (26), a nova geração do Renault Duster, que marca uma mudança profunda no projeto original do SUV. Pela primeira vez no mercado indiano, o modelo passa a contar com motorização híbrida plena, além de uma nova base técnica, avanços em conectividade e um visual completamente reformulado.

O lançamento faz parte do plano estratégico Renault International Game Plan 2027, que reposiciona o Duster como pilar de crescimento da marca em mercados fora da Europa. As vendas começam na Índia no segundo semestre deste ano.

Duster evolui para continuar no portfólio

O principal avanço do novo Duster é a adoção do conjunto híbrido E-Tech 160, o primeiro desse tipo oferecido pela Renault no segmento de SUVs compactos na Índia. O sistema combina um motor 1.8 a gasolina de quatro cilindros, que opera no ciclo Atkinson, com dois motores elétricos.

Renault Duster 2026
Renault Duster 2026
Foto: Divulgação | Renault / Estadão

O conjunto entrega 160 cv, com torque de 17 kgfm, e utiliza uma transmissão automática com 15 combinações de funcionamento. A bateria tem 1,4 kWh de capacidade, operando a 280 volts.

Segundo a Renault, no uso urbano o Duster híbrido pode rodar até 80% do tempo em modo elétrico, o que reduz o consumo de combustível em até 40% em comparação a um modelo equivalente apenas a combustão. A autonomia total pode chegar a mil km, considerando tanque cheio e bateria carregada.

Motores

Além da versão híbrida, o novo Duster será oferecido na Índia com duas opções a gasolina, ambas turbinadas.

Turbo TCe 100

  • Motor: 1.0 turbo de três cilindros;
  • Potência: 100 cv;
  • Torque: 16 kgfm;
  • Câmbio: manual de seis marchas.

Turbo TCe 160

  • Motor: 1.3 turbo de quatro cilindros;
  • Potência: 160 cv;
  • Torque: 28 kgfm;
  • Câmbio: manual de seis marchas ou automatizado de dupla embreagem.
Renault Duster 2026
Renault Duster 2026
Foto: Divulgação | Renault / Estadão

Nova plataforma

O SUV passa a usar a nova plataforma modular do Renault Group, a mesma já aplicada em modelos como Kardian e Boreal. A arquitetura foi desenvolvida para acomodar motores eletrificados, novos sistemas eletrônicos e pacotes avançados de assistência ao motorista.

A suspensão dianteira é independente do tipo McPherson, enquanto a traseira utiliza eixo de torção. O chassi recebeu reforços estruturais e proteção inferior do motor, mantendo a proposta de uso fora de estrada que marcou a trajetória do Duster desde a primeira geração.

O novo Duster cresceu e ficou mais próximo dos SUVs médios em porte:

  • Comprimento: 4,34 m;
  • Largura: 1,81 m;
  • Altura: 1,66 m;
  • Entre-eixos: 2,66 m;
Renault Duster 2026
Renault Duster 2026
Foto: Divulgação | Renault / Estadão

O porta-malas tem 518 litros, que podem chegar a 1.789 litros com os bancos traseiros rebatidos. Com esse porte, o modelo ficaria posicionado, no Brasil, entre o Kardian e o Boreal.

Visual totalmente novo

O novo Renault Duster abandona as linhas arredondadas da geração anterior e adota um desenho mais geométrico e robusto. A dianteira traz uma grade trapezoidal larga, com o nome "Duster" aplicado ao centro, substituindo o losango tradicional da marca.

Ainda não sabemos se esse mesmo visual será o do Duster brasileiro (veja mais sobre a apuração do Jornal do Carro sobre o modelo nacional clicando no link).

Renault Duster 2026
Renault Duster 2026
Foto: Divulgação | Renault / Estadão

Os faróis passam a ser totalmente em LED (dependendo da versão) e adotam a nova assinatura luminosa global da Renault. Na traseira, lanternas em LED são interligadas por uma faixa luminosa horizontal, ampliando visualmente a largura do veículo.

Elementos como proteções inferiores, para-choques esculpidos, molduras de roda largas, trilhos de teto e rodas de 17 ou 18 polegadas reforçam a identidade aventureira. O modelo terá seis cores, com opção de teto preto contrastante.

Interior

A cabine foi redesenhada e passa a adotar duas telas integradas. O painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas e a central multimídia de 10,1 polegadas.

Renault Duster 2026
Renault Duster 2026
Foto: Divulgação | Renault / Estadão

O sistema multimídia traz Google Automotive Services, com Google Maps, Google Assistant e acesso à Play Store embarcados, além de atualizações remotas (OTA). O interior soma 33 litros de porta-objetos, console elevado, carregador por indução, seletor eletrônico de marchas e iluminação ambiente com até 48 cores.

Há ainda ar-condicionado digital de duas zonas, bancos dianteiros ventilados (dependendo da versão) e teto solar panorâmico.

Renault Duster 2026
Renault Duster 2026
Foto: Divulgação | Renault / Estadão

Assistências à condução

O novo Duster passa a oferecer 17 sistemas de assistência ao motorista (ADAS), incluindo:

  • frenagem autônoma de emergência;
  • controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go;
  • assistente de permanência em faixa;
  • monitoramento de ponto cego;
  • reconhecimento de placas;
  • câmera 360° com visão 3D.

E no Brasil?

A Renault Duster terá sua próxima geração produzida no Brasil, segundo apuração exclusiva do Jornal do Carro. De acordo com as informações obtidas pelo repórter Marcus Celestino, a produção do modelo foi confirmada por Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault-Geely no País, que garantiu a continuidade do SUV compacto no mercado nacional após um novo ciclo de investimentos.

O executivo afirmou que o projeto está confirmado, mas que se trata de um plano para o futuro, fora do atual pacote de R$ 3,8 bilhões anunciado pela montadora em novembro de 2025.

Ainda não há definição sobre motores ou tecnologias que serão oferecidas na versão nacional, nem se o desenho seguirá o padrão europeu, o indiano ou se terá um visual exclusivo para a América do Sul.

Mesmo com projeto antigo, o Duster segue relevante para a Renault no País. Em 2025, o SUV somou 18.448 emplacamentos, ficando próximo do desempenho do Kardian, lançado recentemente.

A marca reconhece a força do nome Duster no mercado brasileiro e avalia que a renovação é necessária para enfrentar concorrentes como Volkswagen T-Cross e Hyundai Creta, reforçando a permanência do modelo como peça-chave da estratégia local da fabricante.

Estadão
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