Nova Toyota Hilux elétrica é flagrada em testes no Brasil
Nova geração será produzida na Argentina e deve estrear no Brasil em versões a combustão e híbrida leve em 2027
A nova Toyota Hilux foi flagrada em testes no Brasil em versão 100% elétrica. Com produção prevista na Argentina para o fim de 2026 e estreia em 2027, a picape trará visual renovado, interior digitalizado e a mesma base IMV. Além da variante elétrica de 193 cv e tração integral, o mercado sul-americano receberá opções equipadas com o tradicional motor 2.8 turbodiesel e uma inédita configuração híbrida-leve de 48V (MHEV) voltada para a redução de emissões.
A nova Toyota Hilux está próxima de seu lançamento na América do Sul, e seus testes no Brasil estão sendo intensificados. Depois de um flagra há cerca de um mês rodando no interior de São Paulo, agora ela foi flagrada no estado do Pará em sua versão elétrica.
As novas fotos foram divulgadas inicialmente pelo BF/MS e mostram uma unidade da nova Hilux elétrica fortemente camuflada. Pelos numerais estampados na carroceria ("99"), tudo indica que essa seja a mesma unidade flagrada na Argentina pelo site Autoblog no final de abril.
Conforme já declarado pela Toyota, a fábrica de Zárate, na Argentina, montará as versões a combustão e elétrica da nova Hilux. A picape tem previsão de lançamento para o início de 2027, com a montagem iniciando no final de 2026.
A chegada à América Latina ocorrerá posteriormente à de outros mercados, visto que a picape já está à venda na Ásia. O atraso deve-se ao fato de a fábrica argentina necessitar de adaptações estruturais para receber o novo modelo.
Como será a nova Toyota Hilux?
A principal novidade da nova geração é o design. A nova Hilux adota elementos mais estreitos, como o conjunto óptico e os faróis. A picape também trocará o logo da montadora pelo nome "Toyota" na dianteira. Já a versão elétrica traz como diferenciais a grade e o para-choque fechados.
Na traseira, a tampa da caçamba é totalmente nova, assim como as lanternas de LED. O nome "Hilux" aparece estampado em toda a porta do compartimento de carga.
Por dentro, a ideia é modernizar bastante o que vemos na versão atual. Para isso, a Hilux ganhará quadro de instrumentos digital, central multimídia de até 12,3 polegadas, novos comandos e até um novo acabamento.
Apesar dessas novidades, a Hilux manterá a plataforma IMV, ganhando apenas novos elementos de estamparia. Não haverá grandes mudanças nas dimensões, com a picape preservando os 3.085 mm de entre-eixos. No entanto, ela será apenas 5 mm menor na largura, indo de 1.925 mm para 1.920 mm.
Para o mercado brasileiro, tudo indica que a primeira versão lançada manterá a atual motorização, composta pelo motor 2.8 turbodiesel, com as opções de câmbio manual ou automático de seis marchas com conversor de torque. Essa configuração será destinada às variantes mais básicas e intermediárias.
Para as versões mais caras, a Toyota deverá trazer uma versão MHEV do motor 2.8. Trata-se de um sistema híbrido-leve de 48 V, focado em reduzir as emissões, economizar combustível e auxiliar o motor principal em situações de maior demanda de força e potência.
Quanto à versão elétrica, ela já está à venda em mercados como a Austrália e é equipada com uma bateria de 59,2 kWh, prometendo autonomia de 240 km pelo ciclo WLTP, o que pode ser considerado pouco para os padrões atuais.
A picape elétrica tem um motor em cada eixo, garantindo a tração integral. O dianteiro tem 109 cv e 20,9 kgfm, enquanto o traseiro entrega 172 cv e 27,3 kgfm. A Toyota declara uma potência combinada de 193 cv.
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