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Tiggo 7 entrega mais por menos? Como o SUV se sai contra Compass, Corolla Cross e rivais chineses

Com preço agressivo e versão híbrida, modelo da Caoa Chery dá dor de cabeça para a concorrência; comparamos dimensões, equipamentos, conjuntos mecânicos e consumo de combustível

31 ago 2026 - 19h27
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Resumo
O Caoa Chery Tiggo 7 Sport se destaca pelo custo-benefício frente a rivais como Compass, Corolla Cross, BYD Song Pro e GWM Haval H6, entregando porte médio a preço de compacto (R$ 149.990). O Haval H6 vence em tecnologia e desempenho (248 cv), mas é o mais caro (R$ 199.990). Já o híbrido Song Pro lidera em consumo energético. Corolla Cross e Compass mantêm apelo pela confiabilidade e motorização, embora o Tiggo 7 seja a opção mais acessível, apesar de ter desempenho e consumo inferiores aos híbridos.

A disputa no segmento de SUVs médios no Brasil está cada vez mais acirrada. Nesse cenário, o Caoa Chery Tiggo 7 virou protagonista graças à agressiva estratégia de preços da versão de entrada Sport, aliada a um pacote recheado de equipamentos de série.

Na categoria, há concorrentes de toda natureza: dos mais tradicionais aos modelos de novas marcas chinesas. Estão na lista Jeep Compass, Toyota Corolla Cross, BYD Song Pro e GWM Haval H6. Para descobrir se o SUV sino-brasileiro realmente bate de frente com esses rivais consagrados (e mais caros), comparamos as fichas técnicas de cada modelo.

Para garantir o equilíbrio do confronto, selecionamos as configurações de entrada de cada SUV médio:

  • Caoa Chery Tiggo 7 Sport (1.5T Flex): R$ 149.990
  • Jeep Compass Sport (1.3 T270 Flex): R$ 174.990 (tabela) / R$ 147.990 (promocional)
  • Toyota Corolla Cross XRE (2.0 Flex): R$ 197.120
  • BYD Song Pro GL (1.5 Plug-in Flex): R$ 189.990
  • GWM Haval H6 One (1.5 Híbrido Flex): R$ 199.990

Analisamos os cinco concorrentes em quatro quesitos objetivos: dimensões e capacidades, equipamentos e tecnologia, conjunto mecânico e consumo de combustível.

O Tiggo 7 Sport oferece painel digital de 12,3?, multimídia de 10,25? com espelhamento sem fio, banco do motorista com ajustes elétricos (inclusive lombar), freio de estacionamento eletrônico com função Auto Hold e seis airbags. O ponto fraco é a ausência de assistentes semiautônomos de condução.

Por fim, o Jeep Compass Sport dispõe de ar-condicionado automático dual zone, multimídia de 8,4?, painel TFT de 7?, freio de estacionamento eletrônico, faróis Full LED e seis airbags. Fica atrás dos rivais pelo tamanho reduzido das telas e pela falta de assistentes ativos de série.

  • Vencedor do quesito: GWM Haval H6 One.

Conjunto mecânico e desempenho

O embate mecânico contrapõe três motores flex turbinados, um aspirado e duas soluções híbridas distintas:

  • GWM Haval H6 One: Motor 1.5 Turbo Flex combinado a um propulsor elétrico (HEV), que rende 248 cv de potência combinada e torque de 54,5 kgfm. Com a transmissão DHT, acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos.
  • BYD Song Pro GL: Sistema híbrido plug-in flex (DM-i) composto por motor 1.5 aspirado e propulsor elétrico, gerando 218 cv e 30,6 kgfm. Acelera de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos.
  • Jeep Compass Sport: Motor 1.3 T270 Turboflex de até 185 cv no etanol (180 cv na gasolina) e 27,5 kgfm de torque, acoplado ao câmbio automático de seis marchas. Acelera de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos.
  • Toyota Corolla Cross XRE: Motor 2.0 Dynamic Force Flex aspirado de 175 cv e 21,3 kgfm de torque, ligado ao câmbio Direct Shift CVT com 10 marchas simuladas. Cumpre o 0 a 100 km/h em 9,8 segundos.
  • Caoa Chery Tiggo 7 Sport: Motor 1.5 TCI Turboflex de até 150 cv no etanol (143 cv na gasolina) e 22,5 kgfm de torque, associado ao câmbio CVT com nove marchas simuladas. Vai de 0 a 100 km/h em 10,7 segundos.

O GWM Haval H6 sobressai com folga pela potência combinada de quase 250 cv e entrega instantânea de torque. O Song Pro também merece menção honrosa pela agilidade e eficiência do conjunto plug-in.

  • Vencedor do quesito: GWM Haval H6 One.
BYD Song Pro Flex 2027
BYD Song Pro Flex 2027
Foto: Divulgação | BYD / Estadão

Consumo de combustível dos SUVs médios

Os dados oficiais de homologação do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) mostram grande contraste entre as motorizações:

  • BYD Song Pro GL (PHEV): Graças à bateria Blade de 13,1 kWh (que entrega até 57 km de autonomia 100% elétrica pelo Inmetro), anota consumo energético de apenas 0,53 MJ/km.
  • GWM Haval H6 One (HEV): O conjunto híbrido pleno flex marca 10,2 km/l na cidade e 9,0 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, atinge 15,8 km/l no ciclo urbano e 13,0 km/l no rodoviário.
  • Toyota Corolla Cross XRE (2.0 Aspirado): Abastecido com gasolina, registra 11,5 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada. No etanol, os números são de 8,2 km/l e 9,0 km/l, respectivamente.
  • Jeep Compass Sport (1.3 Turbo): O motor T270 anota 7,3 km/l em trecho urbano e 8,6 km/l em rodovias com etanol. Na gasolina, marca 10,1 km/l e 12,1 km/l.
  • Caoa Chery Tiggo 7 Sport (1.5 Turbo): Crava médias urbanas de 6,4 km/l e rodoviárias de 8,3 km/l com etanol; com gasolina, faz 10,1 km/l e 12,3 km/l, respectivamente.

Por oferecer condução puramente elétrica no dia a dia aliada à maior eficiência energética global, o Song Pro leva a melhor.

  • Vencedor do quesito: BYD Song Pro GL.

Conclusão: Caoa Chery Tiggo 7 é a melhor escolha?

Ao levar em consideração os dados oficiais das configurações de entrada, o comparativo técnico mostra papéis bastante claros para cada modelo:

O GWM Haval H6 One vence no balanço técnico geral pela superioridade mecânica (248 cv e 54,5 kgfm), maior espaço no porta-malas (560 l) e pacote ADAS mais avançado. Em contrapartida, é o mais caro do comparativo (R$ 199.990).

O BYD Song Pro GL se consagra em economia energética graças à bateria recarregável em tomada (plug-in), enquanto o Caoa Chery Tiggo 7 Sport se consolida pelo custo-benefício imbatível: entrega porte de médio e bom acabamento a R$ 149.990, faixa de preço ocupada por SUVs compactos.

Por fim, o Toyota Corolla Cross XRE destaca-se pela confiabilidade mecânica e presença do pacote Adas de série, enquanto o Jeep Compass Sport se mantém competitivo pelo conjunto mecânico vigoroso e descontos pontuais na rede de concessionárias.

Estadão
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