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Golf GTI faz 50 anos: icônica versão esportiva nasceu do projeto frustrado de um Fusca

Desenvolvimento começou clandestinamente após VW não querer se envolver mais com esportividade

7 jul 2025 - 08h04
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Quando a Volkswagen apresentou o Golf GTI em 1975, ninguém poderia imaginar que aquele hatch com cara de comportado se tornaria uma das maiores lendas automotivas do mundo. Hoje, passados quase 50 anos desde seu nascimento, e com uma edição especial Edition 50 celebrando o marco, o GTI segue sendo referência entre os esportivos compactos. E tudo começou com uma ideia quase clandestina dentro da fábrica.

No início dos anos 70, a Volkswagen queria se afastar de qualquer polêmica envolvendo esportividade radical — ainda havia o fantasma do Beetle GSR, o Fusca de corrida preparado pela Porsche, que causou certo desconforto na Alemanha. Mesmo assim, um grupo de engenheiros, designers e até o chefe de imprensa da VW acreditava que o então recém-lançado Golf, moderno sucessor do Fusca, poderia ter uma versão quente, capaz de seduzir os jovens entusiastas.

Nascia ali, fora do horário de expediente, o protótipo do Golf GTI. Com motor 1.6 de 110 cv emprestado do Audi 80 GTE, peso baixo e visual sóbrio, mas com detalhes sutis — a faixa vermelha na grade, bancos em tecido xadrez — o Golf GTI combinava diversão ao volante e discrição, a receita perfeita para inaugurar o segmento dos hot hatches.

A meta era vender apenas 5.000 unidades, só para homologar o carro como esportivo. O sucesso foi tão grande que passaram de 450 mil unidades do GTI de primeira geração produzidos até 1983.

Golf GTI Mk2 (1984 - 1992)

A segunda geração chegou maior, mais segura e confortável, mas sem perder a essência. Ganhou motor 1.8, que chegava a 137 cv na versão 16v, um salto enorme para a época. Também ficou famoso por popularizar itens como injeção eletrônica e câmbio de cinco marchas. O Golf GTI Mk2 foi o preferido de quem queria usar um carro para tudo.

Golf GTI Mk4 (1997 - 2003)

Para muitos fãs, a quarta geração é um capítulo controverso. A quarta geração é aclamada pelo design limpo e materiais de melhor qualidade, mas a versão GTI decepcionou: o motor 1.8 turbo de 150 cv não empolgou como se esperava. O carro foi considerado pesado e lento. Ainda assim, o Golf 4 popularizou o turbo na linha Golf e pavimentou o retorno da esportividade de verdade que viria na geração seguinte.

Golf GTI Mk6 (2009 - 2012)

O Golf 6 foi mais uma atualização do que uma revolução. Melhor isolamento acústico, ajustes na suspensão, motor ainda mais eficiente — agora com 211 cv — e o DSG cada vez mais rápido.

Golf GTI Mk7 (2012 - 2020)

Considerado por muitos o GTI mais equilibrado de todos, o Mk7 elevou a experiência ao volante com plataforma MQB mais leve, motor 2.0 TSI de até 230 cv e pacotes tecnológicos como o diferencial eletrônico XDS e suspensão adaptativa. Era rápido, confortável e moderno, e ainda trouxe o icônico GTI Clubsport, versão ainda mais apimentada. Aqui ele voltou ao Brasil, em 2013, encerrando um hiato que vinha desde a quarta geração produzida no Paraná.

Volkswagen Golf GTI Edition 50
Volkswagen Golf GTI Edition 50
Foto: Volkswagen/Divulgação / Estadão

Golf GTI Mk8 (2020 - hoje)

A atual geração combina a herança GTI com a era da conectividade total. O motor 2.0 TSI agora passa dos 300 cv, há painel digital, central multimídia de última geração e recursos de assistência semi-autônoma — mas o espírito continua o mesmo: esportivo, prático e divertido de dirigir.

Meio século depois, o espírito continua vivo

De 1975 até hoje, o Golf GTI vem se mantendo fiel ao que os "conspiradores" da VW criaram lá atrás: um hatch para quem quer esportividade sem abrir mão de usar o carro todos os dias. E ao que tudo indica, a VW não vai abrir mão de usar a sigla tão cedo.

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Estadão
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