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Funcionários da Hyundai entram em greve por medo de perder empregos para robôs

Trabalhadores demonstram preocupação com o avanço da automação e seus possíveis impactos nos postos de trabalho

16 jul 2026 - 17h14
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A Hyundai prometeu um futuro colaborativo na última edição da CES (Consumer Electronics Show). Vendeu o discurso dos robôs como parceiros de fábrica e, num futuro próximo, da vida cotidiana. No entanto, um grupo não curtiu muito a ideia: a turma de carne e osso.

Funcionários da Hyundai encetaram greve rotativa de três dias por conta de negociações salariais fracassadas. No entanto, de acordo com a Bloomberg, também entra na discussão a proteção para a renda dos trabalhadores à medida que a automação avança e o aumento da idade de aposentadoria de 60 para 65 anos.

A ideia da Hyundai é ampliar o uso do Atlas para todas as suas fábricas ao redor do mundo. O Brasil, claro, não passa incólume. Em 2028, o robô terá como objetivo realizar tarefas de logística, mais repetitivas. A partir de 2030, passará a montar componentes e, posteriormente, atuará em operações pesadas.

"Greves anteriores não resultaram em nada além de perdas de produção irreversíveis, salários perdidos e duras críticas de nossos clientes e do público", alertou o chefe de produção nacional, Choi Yeong Il, em comunicado divulgado pela Bloomberg. Ele acrescentou que a Hyundai não compensará os trabalhadores pelos salários perdidos durante a paralisação.

A empresa mostra, com tal postura, que não irá recuar. Mesmo assim, paralisações do tipo são prejudiciais, e acabam fazendo com que milhares de veículos não sejam produzidos.

É claro que o trabalhador merece segurança. No entanto, se a Hyundai, de fato, adotar com força o uso de robôs humanoides, não terá de passar por greves do tipo. A linha de montagem vai ter de parar por uma atualização de software... E olhe lá.

Estadão
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