Fiat Grizzly: o que a próxima geração de Pulse e Fastback tem de diferente para brigar com chinesas
Modelos trocam de plataforma e ficam maiores, mais bem acabados e de estilo futurista; motor poderá ser 1.0 turbo flex com sistema híbrido leve
Alçada a marca global do conglomerado Stellantis, a Fiat terá SUVs maiores e mais refinados na categoria dos compactos. Tratam-se de Grizzly e Grizzly Fastback - que por aqui atenderão como Pulse e Fastback da próxima geração.
De proporções notavelmente maiores, a dupla estreará até 2030. Para encarar a crescente concorrência chinesa, os carros formarão uma família de modelos ao lardo do novo Argo, originalmente o Grande Panda.
Daí o visual que combina elementos óticos (aparentemente) em homenagem à digitalização dos nossos tempos e traços retilíneos na carroceria, que pode ter o perfil de SUV tradicional ou estilo cupê.
Além das fotos reveladas, o único detalhe compartilhado entrega apenas uma noção do comprimento dos modelos, "inferior a 4,5 metros de comprimento", segundo a Fiat. A base - seu principal trunfo - é a chamada CMP, berço também de modelos como Citroën C3, Aircross, Basalt, Peugeot 208, 2008 e Jeep Avenger.
Isso significa que estarão disponíveis a partir versões a combustão, elétricas ou aquelas que combinam ambas propulsões, as híbridas. A possibilidade mais óbvia é o conjunto que combina o 1.0 turbo flex do grupo acoplado a um sistema híbrido leve (MHEV), já presente em marcas como Peugeot e a própria Fiat - e em breve possivelmente também a Citroën.
Como são os futuros Fiat Pulse e Fastback
O Jornal do Carro teve acesso aos dois modelos durante o Investor Day, há duas semanas.
No que deve ser uma das áreas mais secretas na sede da Stellantis em Auburn Hills, no Michigan (EUA), Grizzly e Grizzly Fastback se exibem já prontos para estrear, ao que tudo indica. Mas não é possível fotografá-los para comprovar quanto mais imponentes ficaram, pois as câmeras dos celulares eram obrigatoriamente bloqueadas com adesivos.
As proporções impressionam, e a dupla dá pinta de poder se encaixar até em categorias superiores. O desenho é obviamente inspirado no do Grande Panda, o que implica numa lanterna que pode causar polêmica no mercado brasileiro.
Mas o estilo dos modelos agrada pessoalmente, revelando traços sofisticados e originalidade de modo geral. As rodas acompanham no bom gosto.
Há boas notícias também do lado de dentro. O acabamento é assumidamente simples, com apliques de tecido no painel apenas das portas dianteiras. Mas é honesto e tem lampejos de criatividade, como nos contornos angulares do painel e a ode à digitalização dos instrumentos. O volante de dois raios com miolo pronunciado e chanfrado é outro estímulo alimentando a expectativa de experimentá-lo.
O comprimento do entre-eixos não foi divulgado, mas é possível garantir que há muito espaço disponível para as pernas. Com modestos 1,77 metros de altura, este repórter não estava nem perto de resvalar a cabeça no teto. A mesma amplitude serve também aos ocupantes da frente. Ao olho nu, o porta-malas parece ultrapassar os já excelentes 600 litros do atual Fastback.
Novidades da Stellntis no forno
O Jornal do Carro também pôde conferir boa parte dos próximos lançamentos das marcas do conglomerado formado em 2021 a partir da fusão entre a FCA (Fiat Chrysler Automobiles) e o Groupe PSA (Peugeot e Citroën).
Talvez a grande novidade seja o renascimento das cinzas de Chrysler e Dodge, duas das marcas mais importantes na história da indústria automotiva norte-americana.
Além de renovar superficialmente a resiliente Pacifica, a Chrysler vai oferecer três modelos inéditos: Airflow, Arrow e Arrow Cross. Na Dodge, talvez mais legal do que as renovações de Charger e Durango seja o resgate do GLH, hatch esportivo emblemático dos anos 1980 que retornará com novo desenho construído sobre a inédita plataforma modular STLA One.
A Jeep tem um arsenal na manga: Wrangler, Gladiator, Scrambler, Compass e Grand Cherokee. Só não estavam os novos Renegade e Commander, já confirmados pela empresa.
Nos próximos anos, a Ram se destacará com uma Dakota destinada ao mercado norte-americano, com a renovação da 1500 (e a futura versão SRT) e o lançamento do seu primeiro SUV, o Ramcharger. E a Rampage, cria da engenharia brasileira, será incorporada à oferta da marca dos Estados Unidos.
Lançamentos para o mercado europeu
Haverá lançamentos também do lado europeu da Stellantis. No horizonte da Alfa Romeo existem um SUV para o segmento C e um esportivo baixo e compacto. Na Citroën, a releitura do 2CV é um dos seis inéditos carros da marca, enquanto sua conterrânea Peugeot aguarda cinco estreias.
A Fiat prepara cinco modelos, um a mais do que a Opel. A Citroën terá três novidades, enquanto sua conterrânea Peugeot virá com sete novos produtos, quatro deles sobre a nova plataforma STLA One. Há planos também para a Maserati, com dois novos carros no segmento de elétricos.
Lancia, DS e Vauxhall passam a ser operadas respectivamente por Fiat, Citroën e Opel.
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