Após Moraes negar visita, Flávio escreve carta para Jair Bolsonaro no Dia dos Pais: 'Você vai colocar a faixa de presidente em mim'
Ex-presidente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado em prisão domiciliar, em Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre pena por tentativa de golpe de Estado em prisão domiciliar, em Brasília. Com isso, não poderá receber a visita dos filhos neste Dia dos Pais. Os advogados entraram com um pedido, mas que acabou negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Por isso, Flávio Bolsoro, filho mais velho e candidato à Presidência da República, escreveu um carta ao pai.
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"Escrever essa carta não foi fácil. Cada palavra carrega muito sentimento e, acima de tudo, amor de filho. Hoje, eu queria poder te dar um abraço, pai, @jairmessiasbolsonaro. Como não posso, coloquei no papel tudo o que gostaria de dizer olhando nos seus olhos", afirmou o senador em postagem nas redes sociais.
Na carta, Flávio diz que está recebendo apoio durante a campanha e que todos estão confiantes que sairá vitorioso da eleição. Ele ainda enfatizou que não conseguiu fechar coligação para a disputa eleitoral: "Apesar de os partidos de centro não terem vindo formalmente nos apoiar, as principais lideranças de todos eles estão com a gente!."
Por que Moraes negou o pedido de visitas
O magistrado entendeu que o pedido estava "prejudicado" porque uma decisão anterior, de 17 de julho, suspendeu todas as visitas por 30 dias. No período, Bolsonaro só pode receber atendimento médico e fisioterapêutico, além de visitas de advogados.
A decisão anterior foi tomada depois que o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), usou as redes sociais para ler uma carta em que Bolsonaro o colocava como porta-voz para "livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento".
Em prisão domiciliar, o ex-presidente estava proibido de divulgar manifestos político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros.
A leitura da carta já havia motivado, em 13 de julho, uma proibição de visitas de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, por 90 dias. A suspensão alcança todo o período da campanha eleitoral.
Antes das novas restrições do dia 17, os filhos de Bolsonaro tinham autorização de "visita permanente" ao pai. Essa autorização só valia para as quartas-feiras e os sábados, em três janelas de horários pré-definidas, com duas horas cada.
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