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Ferrari e outras marcas de luxo deixam de enviar carros para o Oriente Médio

Bloqueio no Estreito de Ormuz e riscos de segurança travam exportações de marcas como Ferrari e Bentley; transporte aéreo encarece operações em mercado vital para o setor de luxo

23 mar 2026 - 14h00
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A Ferrari deixou de enviar carros temporariamente para o Oriente Médio por causa do conflito na região. Além dos riscos evidentes do momento, a logística é prejudicada devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

A própria marca italiana, em comunicado, disse que chegou a entregar algumas poucas unidades pelo ar. "Estamos acompanhando de perto os desdobramentos no Oriente Médio e as possíveis implicações para nossos negócios", apontou a Ferrari.

O anúncio fez com que as ações da empresa caíssem ainda mais. Com base no fechamento da quinta-feira, 19, os papéis tiveram queda de 5,4% em Milão. No acumulado do ano a Ferrari sofre com baixa de 11%.

Ferrari suspendeu envio de carros para o Oriente Médio
Ferrari suspendeu envio de carros para o Oriente Médio
Foto: Ferrari/Divulgação / Estadão

Vale frisar que o Oriente Médio é um dos principais mercados da marca de origem italiana. Segundo informações da CNBC, a Ferrari exportou 626 para a região em 2025.

O número é bastante considerável para uma montadora que trabalha com ticket médio elevadíssimo e baixo volume. A título de comparação, as 626 unidades enviadas ao Oriente Médio em 2025 superam as exportações da Ferrari para mercados como Reino Unido, Suíça e França.

Importante ainda ressaltar que a marca tem 10 pontos de venda na região. Na América do Sul a Ferrari tem apenas quatro lojas oficiais, sendo uma no Brasil.

Marcas de luxo suspendem envios para o Oriente Médio

Além da fabricante de Maranello, outras marcas de luxo também suspenderam temporariamente os envios para o Oriente Médio. A Maserati fez o mesmo, atribuindo tal a "questões de segurança e logística".

A Bentley seguiu o caminho. De acordo com a Bloomberg, o CEO da empresa, Frank-Steffen Walliser, disse que "as pessoas no Oriente Médio têm outras prioridades além de procurar um novo Bentley no momento".

A agência também entrou em contato com a Mansory. A preparadora de veículos de luxo tem no Oriente Médio mercado relevante.

A empresa afirmou estar avaliando envios de novos produtos caso a caso. A Mansory, contudo, ressaltou que a exportação por meio de transporte aéreo custa três a quatro vezes mais que o marítimo.

Desse modo, com o bloqueio do Estreito de Ormuz os problemas logísticos continuarão. Navios, vale frisar, seguem como alvo de ataque na região.

Estadão
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