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Carros subiram mais do que a inflação, mas agora podem até cair

Em cinco anos, o preço médio dos carros subiu incríveis R$ 60,7 mil no Brasil. Mas a partir de 2023 eles podem até cair, diz especialista

19 dez 2022 - 13h11
(atualizado às 21h29)
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Fiat Fastback Audace completo custa R$ 137,8 mil. É a média de preços no Brasil
Fiat Fastback Audace completo custa R$ 137,8 mil. É a média de preços no Brasil
Foto: Stellantis / Divulgação

Comprar carro no Brasil se tornou um assunto apenas para quem tem muito dinheiro (sobrando ou circulando). Os carros populares desapareceram e o motivo é um só: os preços dos automóveis subiram mais do que a inflação em 4 dos últimos 6 anos.

Segundo a Bright Consulting, o preço médio dos carros em novembro de 2017 era R$ 75,6 mil e atualmente é de R$ 136,3 mil. A diferença é de R$ 60,7 mil. Porém, como houve inflação no período, o aumento real é menor do que isso (mas ainda alto).

Com os preços deflacionados, o valor real a ser considerado em 2017 é de R$ 100,1 mil contra R$ 137,9 mil em 2022. A diferença é de R$ 37,8 mil. Até onde vai a alta dos preços? Segundo o consultor Cássio Pagliarini, da Bright, eles devem parar de subir.

“Os preços atingiram a estabilidade em 2022 – similar ao ocorrido em 2019 – devendo no máximo acompanhar a inflação em 2023”, afirma Pagliarini em artigo publicado na News Letter da Brigh Consulting. “É até possível um recuo nos preços de transação pela maior oferta de incentivos no período. Dizemos que preço de lista não baixa, mas pode deixar de aumentar.”

Projeções para 2023

Cassio Pagliarini afirma em seu artigo que “a segmentação continuará a marcha de aumento dos SUVs, crossovers e picapes, principalmente devido à entrada de novos concorrentes”. 

O especialista também prevê aumento superior a 70% no volume de veículos eletrificados, “passando dos quase 50 mil de 2022 para mais de 80 mil em 2023, porém com apenas 1/5 deles sendo elétricos puros à bateria”.

Pagliarini também listou os assuntos pendentes que o governo Bolsonaro deixou para o novo governo Lula, a partir de 1º de janeiro. Os temas são os seguintes:

  • Redefinir a tributação dos veículos com vistas à descarbonização;
  • Regular as próximas fases do Rota 2030 com foco nas competências do Brasil em biocombustíveis e sistemas futuros de célula de combustível;
  • Ajustar as barreiras fiscais ao automóvel eletrificado importado, para que a produção local resulte viabilizada;
  • Oferecer meios para a eletrificação gradual das frotas de ônibus urbanos;
  • Evoluir nas negociações entre Mercosul e União Europeia para o comércio de veículos;
  • Fomentar o desenvolvimento de veículos mais acessíveis para alavancar a capacidade produtiva instalada.

O novo governo, entretanto, pode ir além desses temas. Pagliarini deixou de fora “os assuntos que exigiriam grande investimento do governo pelo simples fato de faltarem recursos para estes destinos”. Ele finaliza seu artigo na Bright Consulting afirmando que a melhoria da infra-estrutura para carregamentos de veículos elétricos deve ficar mesmo com a iniciativa privada (montadoras e parceiros na área de energia).

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