Brasil representa 79% da força da Volkswagen na América Latina
Veja como se dividem as vendas da Volkswagen na região, que tem o Polo como novo carro-chefe da marca alemã
VW cresce na América do Sul e o Brasil obtém 78,9% de participação na região, com desempenho comercial espetacular do modelo Polo, mas outros carros também cresceram.
No mapa peculiar da Volkswagen, a América do Sul é composta por Brasil, Argentina e todos os demais países da América Central, que é chamada de América Latina. O México faz parte da América do Norte, por isso a VW decidiu excluí-lo do que chama de América Latina. Portanto, o Brasil concentra quase 79% da força da Volkswagen na região.
Mas isso não é muito relevante porque cada montadora tem o seu mapa particular. Revelante é o resultado que a Volkswagen conseguiu no ano passado, com forte crescimento nos principais mercados. No total, contando todos os países da América do Sul e da América Central, as vendas passaram de 437 mil unidades.
O Brasil, com 345 mil, alcançou 78,9% de participaçção na operação da Volkswagen na região. O crescimento em relação ao ano anterior foi espetacular, graças ao fenômeno Polo, mas não só por ele. Sem o Polo Track, um ano antes, as vendas não chegaram a 269 mil.
Até mesmo na Argentina a Volkswagen cresceu, passando de 47,7 mil para 56,7 mil. Houve queda nos demais países da América do Sul e da América Central – de 56,5 mil para 35,6 mil. No total do que a Volks chama de América do Sul, as vendas subiram de 373,1 mil para 437,4 mil unidades.
A participação de mercado da VW passou de 10,6% para 11,9%. No Brasil o salto foi maior, passando de 13,9% para 15,8%. O carro mais vendido foi o Polo, com 121,1 mil unidades e um crescimento de 601%. De fato, a Volkswagen encontrou seu novo “Gol”. Agora ela vai testar os limites desse carro, mas num cenário muito diferente do que havia em 1987, quando o VW Gol foi líder pela primeira vez.
O T-Cross foi o 2º VW mais vendido na América Latina sem o México, com 83,1 mil unidades. A dobradinha com o Nivus funcionou muito bem e o crossover cupê saltou de 47,1 mil para 60,8 mil. Cresceu 29%, portanto mais do que o T-Cross, que subiu 10%.
Dois modelos muito criticados também subiram nas vendas da região. São as picapes Saveiro e Amarok, que cumpriram seu papel. A Saveiro, mesmo com um tímido facelift, deu um salto de 74%, passando de 29,9 mil para 52 mil unidades. Mostra o potencial que terá a futura picape média-compacta derivada do projeto Tarok. Talvez o nome do projeto seja o nome do veículo.
O VW Amarok também subiu, porém menos, “apenas” 30%, o que não é nada mal considerando que o modelo só tem versões V6, portanto bem caras. As vendas da Amarok passaram de 31,7 mil para 41,4 mil.
Qual é o limite desta nova Volkswagen? Ela quer a liderança, mas ainda terá de remar muito para reduzir a diferença para a Fiat no Brasil e para a Stellantis na América Latina sem o México. É preciso consolidar o crescimento do Povo e dos SUVs, lançar um inédito SUV de entrada, ocupar o espaço que o Voyage deixou nos sedãs de entrada e, principalmente, lançar uma nova picape monobloco.
Mas não só isso. No novo cenário até 2030, os carros híbridos e elétricos vão crescer muito no Brasil. Se a Volkswagen do Brasil for ousada demais, pode sangrar os cofres, que são fundamentais para financiar a revolução elétrica que ocorre na Europa. Mas, se for muito tímida, pode ser engolida pela BYD, pela Stellantis e (talvez) até pela GM.
Apesar da retração nas vendas dos modelos elétricos na Europa, a Volkswagen é uma das líderes desse novo mundo e já tem 394 mil carros elétricos a bateria rodando pelo mundo +21,1%). A marca VW fechou o ano com 4,87 milhões de veículos vendidos, um crescimento de 6,7%.
