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Brasil representa 79% da força da Volkswagen na América Latina

Veja como se dividem as vendas da Volkswagen na região, que tem o Polo como novo carro-chefe da marca alemã

30 jan 2024 - 05h50
(atualizado em 30/1/2024 às 10h36)
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Resumo
VW cresce na América do Sul e o Brasil obtém 78,9% de participação na região, com desempenho comercial espetacular do modelo Polo, mas outros carros também cresceram.
Volkswagen Polo Track
Volkswagen Polo Track
Foto: VW / Guia do Carro

No mapa peculiar da Volkswagen, a América do Sul é composta por Brasil, Argentina e todos os demais países da América Central, que é chamada de América Latina. O México faz parte da América do Norte, por isso a VW decidiu excluí-lo do que chama de América Latina. Portanto, o Brasil concentra quase 79% da força da Volkswagen na região.

Mas isso não é muito relevante porque cada montadora tem o seu mapa particular. Revelante é o resultado que a Volkswagen conseguiu no ano passado, com forte crescimento nos principais mercados. No total, contando todos os países da América do Sul e da América Central, as vendas passaram de 437 mil unidades.

O Brasil, com 345 mil, alcançou 78,9% de participaçção na operação da Volkswagen na região. O crescimento em relação ao ano anterior foi espetacular, graças ao fenômeno Polo, mas não só por ele. Sem o Polo Track, um ano antes, as vendas não chegaram a 269 mil.

Até mesmo na Argentina a Volkswagen cresceu, passando de 47,7 mil para 56,7 mil. Houve queda nos demais países da América do Sul e da América Central – de 56,5 mil para 35,6 mil. No total do que a Volks chama de América do Sul, as vendas subiram de 373,1 mil para 437,4 mil unidades.

A participação de mercado da VW passou de 10,6% para 11,9%. No Brasil o salto foi maior, passando de 13,9% para 15,8%. O carro mais vendido foi o Polo, com 121,1 mil unidades e um crescimento de 601%. De fato, a Volkswagen encontrou seu novo “Gol”. Agora ela vai testar os limites desse carro, mas num cenário muito diferente do que havia em 1987, quando o VW Gol foi líder pela primeira vez.

Entrevista: Possobom diz que Volkswagen vai entrar "na onda das picapes":

O T-Cross foi o 2º VW mais vendido na América Latina sem o México, com 83,1 mil unidades. A dobradinha com o Nivus funcionou muito bem e o crossover cupê saltou de 47,1 mil para 60,8 mil. Cresceu 29%, portanto mais do que o T-Cross, que subiu 10%.

Dois modelos muito criticados também subiram nas vendas da região. São as picapes Saveiro e Amarok, que cumpriram seu papel. A Saveiro, mesmo com um tímido facelift, deu um salto de 74%, passando de 29,9 mil para 52 mil unidades. Mostra o potencial que terá a futura picape média-compacta derivada do projeto Tarok. Talvez o nome do projeto seja o nome do veículo.

O VW Amarok também subiu, porém menos, “apenas” 30%, o que não é nada mal considerando que o modelo só tem versões V6, portanto bem caras. As vendas da Amarok passaram de 31,7 mil para 41,4 mil.

Números da Volkswagen na América do Sul
Números da Volkswagen na América do Sul
Foto: Sergio Quintanilha / Guia do Carro

Qual é o limite desta nova Volkswagen? Ela quer a liderança, mas ainda terá de remar muito para reduzir a diferença para a Fiat no Brasil e para a Stellantis na América Latina sem o México. É preciso consolidar o crescimento do Povo e dos SUVs, lançar um inédito SUV de entrada, ocupar o espaço que o Voyage deixou nos sedãs de entrada e, principalmente, lançar uma nova picape monobloco.

Mas não só isso. No novo cenário até 2030, os carros híbridos e elétricos vão crescer muito no Brasil. Se a Volkswagen do Brasil for ousada demais, pode sangrar os cofres, que são fundamentais para financiar a revolução elétrica que ocorre na Europa. Mas, se for muito tímida, pode ser engolida pela BYD, pela Stellantis e (talvez) até pela GM.

Apesar da retração nas vendas dos modelos elétricos na Europa, a Volkswagen é uma das líderes desse novo mundo e já tem 394 mil carros elétricos a bateria rodando pelo mundo +21,1%). A marca VW fechou o ano com 4,87 milhões de veículos vendidos, um crescimento de 6,7%.

Guia do Carro
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