A tecnologia falhou? O motivo bizarro que fez a Waymo pagar humanos para algo muito específico
Robô no volante, inteligência artificial em todo lugar e, no fim, quem salva o dia ainda é gente de carne e osso
Prometeram um futuro sem motoristas, com carros autônomos deslizando pelas cidades enquanto a tecnologia cuidava do resto. A Waymo — divisão de robotáxis do Google — é um dos nomes mais avançados nesse jogo. Só que a realidade insiste em ser menos glamourosa do que o marketing. E, como agora, quase cômica.
De acordo com o Washington Post, a Waymo precisa contratar pessoas para uma tarefa… inesperada: fechar portas. Isso mesmo. Passageiros descem do robotáxi e simplesmente vão embora sem garantir que a porta encostou. Como os carros não podem rodar com a porta aberta, eles ficam parados, travando ruas — e alguém precisa ir lá resolver.
Esses "salva-portas" recebem chamadas por um app de guincho, o Honk, e podem ganhar mais de US$ 20 por porta fechada. Parece fácil? Nem tanto. A Waymo não revela exatamente onde o carro está, então o trabalhador pode passar de 10 minutos a uma hora caçando o veículo perdido na cidade. E, quando é preciso rebocar, entra um guincho — caro — para um pagamento que, muitas vezes, fica entre US$ 60 e US$ 80.
Enquanto isso, a própria Waymo tenta improvisar soluções. Se o carro fica parado esperando, ele passa a tocar uma mensagem no alto-falante pedindo para alguém, qualquer um, dar uma ajudinha e fechar a porta. Não há recompensa, não há cadastro — só o desespero coletivo de quem quer o trânsito andando.
E não é só porta. Há casos em que os robotáxis ficam sem carga antes de chegar ao carregador. Outros simplesmente congelam, como aconteceu durante uma ...
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