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Análise: Final Fantasy XVI é jogo obrigatório no PS5

RPG da Square Enix combina trama ao estilo Game of Thrones, combate em tempo real e a mitologia clássica da série japonesa

21 jun 2023 - 13h07
(atualizado às 13h07)
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O jogador acompanha várias etapas da vida do protagonista Clive em Final Fantasy XVI
O jogador acompanha várias etapas da vida do protagonista Clive em Final Fantasy XVI
Foto: Square Enix / Divulgação

Final Fantasy XVI é um jogo com visuais e cenas incríveis, um ótimo enredo e personagens cativantes. É tudo o que os fãs esperam de um novo game da tradicional franquia de RPG japonesa, inclusive no quesito inovação.

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O game volta para suas raízes de fantasia medieval, deixando para trás a road trip do game anterior ou mesmo outros elementos moderninhos de Final Fantasy Origins, para oferecer quase tudo o que os fãs conhecem e gostam, com os monstros tradicionais, as conjurações (chamadas de Eikons por aqui), cristais mágicos e chocobos.

Cenas de corte impressionantes e uma trilha sonora igualmente épica completam o pacote. O jogo tem toda uma mitologia própria, muito bem elaborada e acessível para leitura, muito bem traduzida para o português. Só faltou mesmo a dublagem brasileira.

O que o jogo traz de mais diferente é seu sistema de combate. Final Fantasy XVI é um RPG de ação, com as batalhas rolando sem pausas ou os típicos turnos de combate dos jogos clássicos. Ainda assim, diferente de Final Fantasy Origins, não é um RPG de ação ao estilo 'soulslike'. A pegada lembra mais a de jogos como Devil May Cry, com combos e golpes fantásticos, esquivas no último segundo e magias para acertar o inimigo à distância enquanto se procura uma brecha para emendar o próximo ataque.

O sistema de combate em tempo real é fácil de aprender e difícil de dominar
O sistema de combate em tempo real é fácil de aprender e difícil de dominar
Foto: Final Fantasy XVI / Reprodução

Mesmo quem não é familiarizado com esse tipo de jogo pode se divertir com tranquilidade. A dificuldade inicial, voltada para quem quer apenas aproveitar a história, aliada com alguns itens, permite executar quase todos os movimentos pressionando um único botão.

Nas dificuldades mais altas e no New Game+ em diante, quando o jogador já dominou os sistemas, a conversa é outra. É preciso memorizar sequências e entender qual tipo de ataque funciona melhor contra cada criatura ou chefe. Há até um modo arcade em que as lutas são realmente desafiadoras, com um placar global e tudo.

Guerra dos Cristais

Batalhas entre Eikons lembram os dragões de Game of Thrones - ou os Kaijus de Godzilla
Batalhas entre Eikons lembram os dragões de Game of Thrones - ou os Kaijus de Godzilla
Foto: Square Enix / Divulgação

A inspiração de Final Fantasy XVI em Game of Thrones é bastante clara desde os minutos iniciais da aventura. Basta jogar o prólogo, disponível de graça na PS Store, para reconhecer elementos parecidos com os da obra de George R.R. Martin, como as disputas entre famílias, a importância dos Eikons para cada reino (pense nos dragões dos Targarian) e até mesmo as cenas mais 'maduras', com conotação sexual. E claro, o final do prólogo, um golpe digno de um Casamento Vermelho.

A trama é muito bemm conduzida, mesmo que pareça linear demais em alguns momentos. O jogador controla Clive Rosfield, herdeiro de um Reino que caiu em uma guerra contra outras nações do mundo de Valisthea,  em uma jornada heróica para encontrar um assasino, derrubar tiranos, , quem sabe, mudar o mundo.

Em Valisthea, tudo gira em torno dos cristais, a fonte da magia presente para todo lado e, portanto, o recurso energético mais valioso do mundo. Nações guerreiam pelas jazigas de cristais mágicos, que são usados para produzir armas, para aquecer água, para iluminar as ruas das cidades e qualquer outra coisa 'tecnológica' que você imaginar. Uma das personagens usa um cristal como isqueiro para acender cigarros!

As pessoas capazes de operar a magia são marcadas e tratadas como escravos, são negociadas entre os reinos e não têm liberdades civis. Clive é uma delas, capturado ainda jovem e treinado como soldado por uma nação inimiga, até que, eventualmente, se junta a um grupo de rebeldes que luta pela liberdade.

Assim, a trama principal lida com eventos de escala continental, guerras e conspirações, além de batalhas épicas, tanto entre Clive e seus adversários mais poderosos, quanto entre os próprios Eikons. Nessas lutas, o jogador controla um desses monstros enormes em batalhas dignas dos filmes de Godzilla.

Fora da campanha principal, as aventuras de Clive são ligadas aos seus aliados e outras pessoas que o herói encontra pelo caminho. É possível viajar e explorar quatro grandes regiões de Valisthea a partir de um mapa-mundí, mas não é um jogo de mundo aberto.

Nessas áreas e no seu esconderijo, Clive cumpre missões secundárias e atende pedidos dos outros personagens, geralmente recebendo algum contexto sobre o mundo e a situação dos marcados. O esconderijo é cheio de NPCs e também é onde você vai melhorar suas armas, adquirir conhecimentos e a partir de onde se entra nos outros modos de jogo, como Replay e Arcade.

Lançamento caprichado

Há várias atividades secundárias fora (e depois) da campanha principal
Há várias atividades secundárias fora (e depois) da campanha principal
Foto: Final Fantasy XVI / Reprodução

Final Fantasy XVI é um dos jogos mais bem acabados a chegar ao PlayStation 5, praticamente sem falhas no lançamento - e isso não é pouca coisa hoje em dia. O jogo é muito bonito, tanto em suas paisagens variadas quanto nos modelos dos personagens principais, mesmo que os bonecos secundários pareçam, bem, bonecos. O estilo mais 'ocidental' dos trajes e armaduras se encaixa bem no tema de fantasia medieval.

Em conjunto, todos os elementos de Final Fantasy XVI funcionam de forma a impressionar o jogador, principalmente durante o combate. As batalhas são frenéticas, mas com momentos de transição cinematográficos, faíscas voam para todo lado e há muita coisa rolando, nunca é uma simples troca de socos.

O foco maior na ação pode desapontar os fãs de RPG mais tradicional, mas serve para trazer um frescor para a fórmula tão manjada dos RPGs japoneses. Por outro lado, há atividades secundárias e modos avançados de jogo o bastante para manter o jogador envolvido por muito mais do que as 40 e poucas horas da campanha principal.

Considerações

Final Fantasy XVI - Nota 10
Final Fantasy XVI - Nota 10
Foto: Game On / Divulgação

Final Fantasy XVI é um dos melhores jogos de uma franquia conhecida por games excepcionais. A jornada de Clive Rosfield por Valisthea é uma daquelas sagas que ficarão na memória do jogador por muito tempo. É um jogo que justifica a compra de um PS5 pelo fã de Final Fantasy.

Mesmo que a inspiração óbvia em Game of Thrones faça com que Final Fantasy XVI não pareça tão original, o jogo faz algo raro na franquia, colocando os seus elementos clássicos no centro do palco. Eikons e cristais não são acessórios secundários, mas elementos cruciais para a trama e para o mundo do jogo.

Final Fantasy XVI está disponível para PlayStation 5.

*Esta análise foi feita com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Square Enix.

Fonte: Game On
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