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My Hero Academia: All’s Justice entrega a Guerra Final com acertos e limitações

A adaptação do encerramento do anime entrega bons confrontos, mas fica presa ao formato já conhecido

4 fev 2026 - 12h32
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My Hero Academia: All’s Justice entrega a Guerra Final com acertos e limitações
My Hero Academia: All’s Justice entrega a Guerra Final com acertos e limitações
Foto: Reprodução / Bandai Namco

O mercado de jogos baseados em anime já passou por várias fases, indo de adaptações apressadas até projetos mais ambiciosos que tentam traduzir o espírito da obra original para além da simples repetição de lutas. Hoje, é comum ver esses títulos buscando não só agradar fãs, mas também encontrar um formato que funcione como jogo, equilibrando narrativa e combate.

Dentro desse cenário, My Hero Academia: All’s Justice surge com uma proposta clara. Em vez de adaptar arcos isolados ou apostar em histórias paralelas, o jogo encara de frente o momento mais decisivo da franquia. A Guerra Final não é apenas mais um ponto da trama, mas o encerramento de tudo o que foi construído ao longo dos anos, o que naturalmente coloca um peso maior sobre essa adaptação.

Plus Ultra 

Em My Hero Academia: All’s Justice, acompanhamos o arco final do anime, conhecido como Guerra Final. É nesse ponto que Midoriya, All Might, Endeavor e vários outros heróis se unem para enfrentar a Liga dos Vilões, com foco direto em All For One e Shigaraki, que se consolidam como as principais forças por trás de tudo o que vinha acontecendo na história.

Por se tratar da adaptação do último arco do anime e do encerramento do mangá, o jogo pode acabar sendo confuso para quem conhece My Hero apenas de nome, sem ter acompanhado a história até aqui. A estrutura do modo história segue bem o estilo de Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 4, com uma linha do tempo que avança por cenas, eventos e lutas que ditam o ritmo da campanha, mas também abre espaço para confrontos de outros personagens além do Midoriya, como Uraraka contra Toga, Todoroki contra Dabi, entre outros momentos importantes da Guerra Final.

No geral, é um modo história competente, mas chama atenção como raramente vemos jogos que adaptam um mangá ou anime por completo, como aconteceu em Dragon Ball Kakarot. Em All’s Justice, até existem cenas recriadas com o motor gráfico do jogo, mas elas são poucas. A maior parte da narrativa é contada por meio de recortes do anime acompanhados de narração, o que funciona, mas deixa claro que a prioridade não foi reconstruir toda a história dentro do jogo.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Fora o modo história, o título traz conteúdo suficiente para preencher algumas lacunas deixadas pelos eventos anteriores. Um dos principais é o Team Up Mission, que coloca os heróis da Classe 1 A em situações mais cotidianas dentro de um simulador. É possível explorar o mapa, cumprir missões principais e secundárias e recrutar outros personagens para ajudar em certas tarefas, sem a necessidade de controlá-los diretamente.

Também está presente o Archives Battles, modo que permite reviver lutas marcantes do anime, como All Might contra All For One e o confronto contra Stain, além de outras batalhas conhecidas. Uma adição curiosa é o Character Memory, onde os personagens se reúnem em um restaurante para conversar e revelar mais sobre suas personalidades. Cada um deles também conta com missões curtas e histórias originais criadas especificamente para o jogo.

Além dessas novidades, o jogo não deixa de lado os modos clássicos do gênero. Estão lá o Free Battle, que permite montar qualquer equipe e lutar livremente, e o modo de treinamento para aprender o básico do combate. No geral, All’s Justice consegue aproveitar bem o que já funcionou no anime e no mangá, sem se apoiar apenas no arco final. As histórias inéditas podem ser simples, mas ajudam a dar mais contexto ao conjunto, algo que fãs de longa data provavelmente vão apreciar, principalmente nas interações do Character Memory.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Se tratando da jogabilidade, My Hero Academia: All’s Justice segue o padrão já conhecido dos jogos de luta baseados em anime. As batalhas acontecem em arenas, com um personagem principal e dois de suporte. O diferencial aparece no uso dos Quirks, ou Dons como são chamados na localização oficial, que dão identidade própria a cada lutador. Além disso, cada personagem conta com uma barra de Rising, que representa ir além dos próprios limites, e a de Plus Ultra, responsável pelos golpes mais fortes, acompanhados de animações especiais.

Uma coisa interessante em My Hero é o Virtual Reality. Ele funciona como uma espécie de mini mundo aberto para o Midoriya explorar, mas essa liberdade é bem limitada, já que o mapa é repleto de barreiras por se tratar de uma simulação. Em vários pontos da cidade esbarramos em paredes invisíveis, o que acaba quebrando um pouco a sensação de exploração.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Essa limitação acaba ficando ainda mais evidente pelo tamanho reduzido do mapa. Os heróis da classe já aparecem muito próximos uns dos outros, o que elimina aquela sensação de exploração e descoberta, de encontrar cada personagem em um ponto diferente da cidade. 

A travessia usando os poderes do One For All até é divertida e ver os heróis espalhados pelo cenário ajuda a criar a sensação de estar dentro do anime, mas tudo isso perde impacto justamente por conta dessas restrições. Fora coletar cartas espalhadas pela cidade, não há muito o que fazer ali, e o peso desse mapa aberto diminui ainda mais quando o celular permite acessar lojas, restaurantes e outros modos rapidamente, sem a necessidade de circular pelo mapa.

Por fim, para quem é brasileiro e fã de My Hero, o jogo pode acabar decepcionando pela ausência de localização em português. Nem mesmo os menus e as legendas receberam esse cuidado. Também existem alguns problemas de desempenho, principalmente em lutas com cenários destrutíveis, o que impacta diretamente a performance. Graficamente, porém, o título acerta ao adaptar bem o visual do anime, especialmente durante os combates, quando alguns golpes exibem tipografias no estilo de quadrinhos e efeitos que reforçam a identidade de heróis da série.

Considerações

My Hero Academia: All’s Justice - Nota 8
My Hero Academia: All’s Justice - Nota 8
Foto: Divulgação / Game On

My Hero Academia: All’s Justice entende bem o peso de adaptar o arco final e consegue transmitir a escala da Guerra Final, mesmo optando por usar muitas cenas do anime em vez de recriar tudo no motor gráfico. O modo história funciona, os confrontos importantes estão ali e os modos extras ajudam a expandir a experiência sem desviar do foco principal. Apesar de algumas limitações técnicas e escolhas que podem incomodar, o jogo entrega um fechamento honesto para a franquia e deve agradar principalmente quem acompanhou My Hero Academia até o fim.

My Hero Academia: All's Justice chega em 6 de fevereiro para PC, PlayStation 5 e Xbox Series.

Esta análise foi feita no PlayStation 5, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Bandai Namco.

Fonte: Game On
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