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Tite foi "orientado" a não convocar ninguém de times do País

25 out 2019
15h39
atualizado às 16h16
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A cúpula da CBF fez chegar a Tite a "orientação" de que nenhum jogador em atividade no futebol brasileiro deveria ser chamado pelo técnico para os dois amistosos da Seleção brasileira em novembro - contra Argentina (dia 15) e Coreia do Sul (dia 19). Tite já trabalhava com essa hipótese a partir da pressão de dirigentes de vários clubes do País, preocupados em ver suas equipes desfalcadas em rodadas decisivas do Brasileiro.

Tite foi "orientado" a não convocar ninguém de times do País
Tite foi "orientado" a não convocar ninguém de times do País
Foto: LANCE!

O técnico mais uma vez mudou seu critério na convocação da manhã desta sexta-feira da Seleção.  Para os amistosos de setembro, ele havia relacionado no máximo um por um clube nacional.  No anúncio da lista para os jogos de outubro,  levou dois do Flamengo e dois do Grêmio. Agora,  não há nenhum jogador que atue no Brasil.

Para os dirigentes da CBF, um novo desgaste com os clubes teria de ser evitado, principalmente por causa das críticas desferidas contra a entidade por não valorizar o seu principal produto, o Campeonato Brasileiro - esses protestos partiram de torcedores, de técnicos,  como o do Flamengo,  Jorge Jesus, de boa parte da imprensa, e dos próprios clubes afetados.

Nesta sexta, uma hora e meia antes da convocação,  o Flamengo enviou mensagem à CBF pedindo formalmente que nenhum de seus jogadores fossem chamados para os amistosos da Seleção - até porque no período desses jogos, o time carioca vai estar na reta final de preparação para a decisão da Libertadores.

Na entrevista,  indagado sobre a carta do Flamengo, Tite declarou que não havia tomado conhecimento do contato do clube.

"Eu te dou minha palavra de honra que não chegou a mim absolutamente nada do Flamengo, a instituição, o presidente”, afirmou. “O Juninho (Paulista) não me disse nada, absolutamente nada”, continuou, citando o coordenador da Seleção.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti
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