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Com estreia de Oncins, Brasil inicia transição em duelo com Barbados na Copa Davis

Brasil é favorito para voltar a disputar a fase classificatória do torneio

13 set 2019
04h41
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Com novidades dentro e fora de quadra, a equipe brasileira enfrentará o pouco expressivo time de Barbados entre esta sexta-feira e sábado, no saibro da Sociedade Recreativa Mampituba, em Criciúma (SC), em busca de uma vaga na fase classificatória da Copa Davis. Será a estreia de Jaime Oncins como capitão brasileiro.

Com toda a experiência do seu novo líder, que atuou como jogador durante 11 anos na tradicional competição, o confronto pode marcar também o início de uma nova era no time brasileiro. Rejuvenescida, a equipe também terá a estreia de João Menezes, campeão pan-americano em Lima, há cerca de um mês. E contará novamente com Thiago Wild, outra aposta da nova geração, de apenas 19 anos.

Menezes, atual 194.º do mundo, terá a responsabilidade de abrir o confronto. Às 12 horas, ele enfrentará Darian King, principal tenista do time rival. Já foi o 106º do ranking há dois anos, hoje é o 169.º. Na sequência, Thiago Monteiro (101.º) vai encarar Haydn Lewis, sem colocação na ATP.

Os mesmos tenistas de Barbados serão os rivais de Bruno Soares e Marcelo Melo no jogo de duplas, no sábado, às 11 horas. Melo é o atual número cinco do mundo, enquanto Soares aparece na 22.ª posição. Somente King tem ranking de duplas, ocupando o 182.º lugar. Em seguida, as partidas de simples serão invertidas: Monteiro vai enfrentar King e Menezes terá pela frente Lewis.

Prestes a estrear como capitão na Davis, Oncins admite o favoritismo do seu time. "O Brasil é favorito principalmente por jogar em casa, por escolher o tipo de piso e de bola. Mas somos favoritos só no papel", ponderou, em entrevista ao Estado.

Ele reconhece também a ansiedade por exercer função diferente da que se acostumou na Davis - foram 11 anos como jogador, até 2001. "De fora da quadra, será diferente. Quando jogava, sempre deixei claro que é uma competição que gosto muito. Agora como capitão, vou estar atuando com o mesmo entusiasmo, mas a responsabilidade será diferente", comentou.

Em Criciúma, Oncins vai comandar uma das equipes mais jovens do Brasil nos últimos anos. Com Menezes e Wild, a idade média do time caiu quase dois anos (de 29,4 para 27,6) em comparação ao confronto em que o Brasil foi derrotado pela Bélgica, em fevereiro.

"Acho que é o momento de transição por qual passa o tênis brasileiro. E o fato do Menezes e do Wild serem convocados para este confronto é também porque estão vivendo um bom momento no tênis", explicou o capitão, que substituiu João Zwetsch, demitido após a queda para os belgas.

À frente do time, Oncins iniciou esta transição ao optar por jogadores mais jovens, em detrimento de mais experientes, como Thomaz Bellucci e Rogério Dutra Silva, que não vivem momentos tão favoráveis no circuito. A escolha pelos mais jovens tem mais solidez do que a feita nos últimos dois anos, quando tenistas menos experientes eram convocados mais por falta de opção do que por critérios técnicos.

Se confirmar o favoritismo, o Brasil voltará a disputar a fase classificatória da Davis, como aconteceu neste ano, na tentativa de buscar uma vaga nas Finais da competição. A partir deste ano, com as mudanças drásticas impostas ao campeonato, os confrontos na elite do tênis se concentram em apenas uma semana (18 a 24 de novembro), numa sede única (Madri), numa disputa com 18 equipes, com fase de grupos e mata-mata até a definição do campeão.

Estadão
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