Muricy perde 13º mata-mata no São Paulo e se irrita com tema
A eliminação para o Bragantino, na quarta-feira, foi a que menos Muricy Ramalho sentiu em seu retorno ao São Paulo. Depois de ter caído para Penapolense (semifinal do Campeonato Paulista deste ano) e Ponte Preta (semifinal da Copa Sul-americana de 2013), o treinador até absorveu bem a queda na terceira fase da Copa do Brasil, em pleno Morumbi.
"Para a Ponte foi mais doído, porque a gente estava mais perto do título. Essa, sim, foi a eliminação mais doída", disse, depois da derrota por 3 a 1 - por ter vencido o duelo de ida por 2 a 1, em Ribeirão Preto, o São Paulo dependia de empate ou revés simples para avançar às oitavas de final.
Derrotado de virada dentro de casa, Muricy chegou à sua 13ª eliminação em mata-mata pelo clube. Na passagem anterior, ele tinha caído outras dez vezes, para Cruzeiro (Libertadores-2009), Corinthians (Paulista-2009), Atlético-PR (Sul-Americana-2008), Fluminense (Libertadores-2008), Palmeiras (Paulista-2008), Millonarios-COL (Sul-Americana-2007), São Caetano (Paulista-2007), Grêmio (Libertadores-2007), Internacional (Libertadores-2006), Boca Juniors (Recopa-2006).
O histórico negativo nesse formato de competição incomoda muito o técnico, que não gosta de ser questionado sobre o assunto. Na quarta-feira, ao ouvir pergunta sobre a diferença entre campeonatos por pontos corridos e copas, ele respondeu irritado.
"É jogo de futebol, não tem nada a ver. Tem que ganhar o jogo para passar, e a gente perdeu. A gente tinha o empate a nosso favor, mas tinha que ganhar, não muda nada", falou por falar.
A dor talvez seja menor pelo fato de o São Paulo automaticamente ser transferido para a disputa da Sul-americana. Mesmo assim, Muricy assegurou que gostaria de ter permanecido na Copa do Brasil, por se tratar de um torneio nunca vencido pelo clube.