Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Logo do São Paulo

São Paulo

Favoritar Time

Como o caos político do São Paulo ultrapassa os bastidores e afeta o campo: 'Ano mais difícil'

Derrota para o Mirassol e desabafo de Luciano são continuidade das dificuldades que já eram encaradas na temporada de 2025

12 jan 2026 - 17h12
(atualizado às 17h12)
Compartilhar
Exibir comentários

A derrota por 3 a 0 para o Mirassol é um sintoma do São Paulo. O clube vive crise política e está no centro de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

O cenário difícil, porém, se constrói desde a temporada passada, marcada por austeridade no futebol são-paulino. A crise financeira abriu margem para desentendimentos políticos e perda de apoio do presidente Júlio Casares.

"Vou ser sincero: a gente pede apoio da torcida, porque, como ano passado, este ano acho que vai ser mais difícil. Peço para o torcedor não abandonar o time, com eles somos mais fortes. A temporada será difícil, só peço que o torcedor não abandone esse clube", desabafou Luciano após o revés no domingo.

"Nossa equipe não fez um bom jogo, a gente tomou gols muito fáceis, erros do ano passado. A parte política vou deixar para o outro pessoal falar. Tentamos não deixar isto interferir e deixo para outras pessoas falarem", completou.

Entretanto, a parte política já afetava o campo desde os "erros do ano passado". Luiz Gustavo, que deixou o clube após o fim do contrato em 2025, já havia desabafado, depois da goleada por 6 a 0 para o Fluminense, pelo Brasileirão.

"O dia de hoje não é por acaso. O São Paulo é uma instituição que eu aprendi a amar, a respeitar. Mas, infelizmente, temos de começar a falar a verdade. As pessoas têm de vir, começar a assumir algumas situações que nós estamos aqui fora, botando a cara. A culpa é nossa, nós jogadores fizemos a m..., desculpa a palavra. Mas eu acho que esse clube é muito grande. Está na hora de ter uma direção, um plano claro", disse o jogador.

Esse jogo foi o marco para a saída de Carlos Belmonte e Nelson Marques Ferreira do departamento de futebol. Ambos são citados no inquérito que investiga supostos desvios dos cofres do São Paulo.

Carlos Belmonte foi diretor de futebol do São Paulo desde o começo da gestão Júlio Casares, em 2021.
Carlos Belmonte foi diretor de futebol do São Paulo desde o começo da gestão Júlio Casares, em 2021.
Foto: São Paulo via X / Estadão

O técnico Hernán Crespo reconhece que é um esforço manter o time longe da crise. "No aspecto político, é um momento muito sensível. Tenho a obrigação de cuidar e proteger o time, que é o São Paulo. No final do dia, o São Paulo é maior que todos nós juntos. Meu trabalho é tentar proteger o time, tentar proteger o São Paulo", comentou após a derrota para o Mirassol.

Enquanto isso, o departamento de futebol tenta buscar reforços. O time já teve anunciadas as chegadas de Danielzinho, Coronel e Doria. A antecipação da vinda de Lucas Ramon, do Mirassol, não foi possível por questões financeiras.

Já em âmbito de saídas, há um negócio por Rodriguinho. O meia de 21 anos deve ir para o Red Bull Bragantino. A transferência, porém, anda devagar e só vem após uma tentativa frustrada de negociação com o Botafogo.

Na quinta-feira, o São Paulo estreia em casa na temporada. O time recebe o São Bernardo, pela segunda rodada do Paulistão. O jogo será um dia antes da votação de impeachment de Júlio Casares.

Por enquanto, se houver, no mínimo, 191 votos (75% dos conselheiros), Casares é afastado provisoriamente. Em até 30 dias após a votação do Conselho, uma Assembleia Geral de sócios do clube deverá ser instituída para ratificar a decisão do Conselho Deliberativo. Nesta instância, basta maioria simples. As regras podem mudar a partir de uma ação judicial sobre o processo.

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade