Nova briga! Santos acionará Neymar pai e Barça na Justiça
O Santos oficializará nesta sexta-feira que vai entrar com uma ação judicial contra as empresas do pai do atacante Neymar e o Barcelona, da Espanha, pela polêmica negociação acordada em maio de 2013, realizada pela última gestão do clube, então encabeçada pelo ex-presidente Odílio Rodrigues. O anúncio será feito em pronunciamento do presidente Modesto Roma Júnior, às 12h (de Brasília), na Vila Belmiro.
Essa é a primeira ação da diretoria eleita em dezembro sobre o caso, mas só mais um episódio da novela que já contou com uma série de desdobramentos que já levaram a renúncia do presidente catalão Sandro Rosell, além de uma série de investigações da justiça espanhola.
A ação foi motivada por novos desdobramentos que deverão ser externados durante o pronunciamento, após informações de uma auditoria específica instituída pelo novo mandatário no começo de sua gestão, formada pelo departamento jurídico.
A justiça abriu ação contra o então presidente do Barcelona, Sandro Rosell. O jornal espanhol El Mundo divulgou que o valor total chegaria a 95 milhões de euros (cerca de R$ 314,8 milhões). O atual presidente catalão, Josep Maria Bartomeu, também foi indiciado. Ambos também recorrem contra pedidos de prisão.
Ao longo do processo, o Barcelona vem sustentando que o tribunal não é competente para julgar o caso. Além disso, alega que a tributação pela contratação de Neymar já aconteceu no Brasil, devido a um acordo de dupla taxação feito entre os países.
Um dia após, o novo presidente abriu os detalhes do contrato para justificar a diferença entre os valores divulgados. Os catalães afirmaram não haver fraude elevando o custo da negociação para 86,2 milhões de euros (cerca de R$ 285,6 milhões), sendo quase metade às empresas do pai do atleta.
Odílio Rodrigues disse à época que a carta para negociar com outros clubes, assinada por Luis Álvaro Ribeiro, foi uma exigência do próprio pai do jogador para renovar o último contrato com o clube, no mesmo ano, e ainda explicou que teve negado o acesso ao contrato em que o Barcelona pagou 40 milhões de euros (cerca de R$ 133 milhões) a N&N, empresa criada pelo Neymar pai.
O Santos garante que ter recebido apenas 17,1 milhões de euros (R$ 54 milhões à época). Do montante, só teve direito a 55%, ou 9,4 milhões de euros (R$ 29,7 milhões), já que o Grupo DIS recebeu 40% da transação, enquanto a Teisa, grupo formado por conselheiros influentes, 5%. O clube ainda acertou por 8 milhões de euros (R$ 24 milhões) a preferência aos catalães na compra três promessas das categorias de base, além dos amistosos acordados, um deles que ainda não aconteceu.
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