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Sócrates vira capa de disco de rock na Itália

Cantor italiano Pietro Paletti homenageou craque brasileiro no seu último álbum “Super”, que foi lançado no ano passado

15 jan 2019
13h58
atualizado às 13h58
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O pôster enviado pelo whatsapp chama a atenção. Com o gesto característico do braço direito levantado e o punho cerrado, Sócrates está vestido com o segundo uniforme alvinegro, mas sem o distintivo corintiano. O patrocínio usado no bicampeonato paulista de 83 está trocado: sai a Cofap e entra Paletti. E a palavra Super, que combina tanto com o craque, completa o pôster.

A mensagem é da minha filha Luisa, que explica ter recebido a foto da amiga Bruna, que mora na Itália. O pôster foi colocado durante a inauguração de um escritório de uma agência de publicidade a pedido de um dos donos, Giuseppe, italiano que adora o futebol brasileiro e é fã incondicional de Sócrates. Foi ele que explicou que o pôster se tratava da reprodução da capa de um CD lançado por Pietro Paletti no ano passado.

Capa de "Super", de Pietro Paletti
Capa de "Super", de Pietro Paletti
Foto: Divulgação

Paletti é outro fã de Sócrates. O cantor de indie pop disse não ter imaginado ninguém melhor para estampar a capa do “Super”, seu terceiro álbum. “A pessoa tem que ser a melhor no que ela faz, como o Sócrates da capa. Ele não foi apenas um jogador refinado. Foi médico, ativista político, pai, boêmio, cantor, filósofo e um líder carismático”, disse Paletti, explicando porque escolheu o super craque brasileiro, capitão da Seleção na Copa de 82 e um dos maiores ídolos da história do Corinthians.

A menção a jogadores de futebol já apareceu em álbuns como o Sgt Pepper´s, quando os Beatles colocaram o jogador do Liverpool, Albert Stubbins, entre os 56 homenageados. John Lennon na capa do álbum “Walls and Bridges”, de 74, também fez menção ao futebol e reproduziu um desenho seu, de quando tinha 11 anos, que mostra um lance entre o Newcastle e o Arsenal.

Mas só o super Sócrates teve direito a uma capa todinha pra ele. Uma justa homenagem ao craque que faleceu há sete anos, mas que continua sendo reverenciado pelo futebol arte e pelas lutas que travou fora de campo.

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