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Carille não é único culpado mas deveria entregar o cargo

Com três derrotas e quatro empates nos últimos sete jogos ficou claro que o técnico perdeu o comando do grupo

31 out 2019
11h49
atualizado às 11h50
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Há mais culpados na má fase corintiana do que supõe a clássica saída de mandar apenas o técnico embora na hora que a crise explode. Só que não há mais clima para Fábio Carille continuar.

O técnico Fábio Carille, do Corinthians, durante partida contra o CSA
O técnico Fábio Carille, do Corinthians, durante partida contra o CSA
Foto: CARLOS EZEQUIEL VANNONI/AGÊNCIA PIXEL PRESS / Estadão Conteúdo

O desempenho horroroso do Corinthians contra o CSA, um dos times que brigam apenas para permanecer na Série A, escancarou o fim da lua de mel entre comandante e comandados. Claro que os jogadores têm também sua parcela de culpa e muitos nem devem permanecer para a próxima temporada, mas Carille virou o fio.

O treinador de ascensão fulminante em algum momento se perdeu ao não abrir mão de convicções táticas e sacrificar alguns jogadores por conta disso. Muitas vezes preferiu morrer abraçado com quem já não rendia mais em campo.

A omissão de parte da diretoria, as más contratações (é inacreditável o número de jogadores trazidos do Fluminense, time que ultimamente só briga pra não cair), a insegurança provocada por dívidas e mais dívidas. Tudo isso atrapalha e vai formando uma bola de neve. E no meio dessa tragédia anunciada, Fábio Carille foi atropelado.

O técnico deveria entregar o cargo, fazer acordo ou o que for mais conveniente. Teve chances e mais chances de tentar virar o jogo, chacoalhar a equipe, se libertar das convicções táticas que não mais funcionavam. Não o fez e ao não ir para o vestiário explicar mais uma atuação desastrosa do Corinthians deixou claro que não tinha mais o que dizer.

Foi bom enquanto durou, mas chegou a hora de Carille dizer adeus. Vai ser melhor pra ele e para o Corinthians.

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