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COI desqualifica atleta das Olimpíadas de Inverno

O esquiador de skeleton Vladyslav Heraskevych foi desqualificado dos Jogos Olímpicos de Inverno após recusar trocar um capacete que homenageava atletas mortos na guerra.

12 fev 2026 - 09h14
(atualizado às 09h14)
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Capacete que homenageia vítimas da guerra é proibido nos Jogos de Inverno
Capacete que homenageia vítimas da guerra é proibido nos Jogos de Inverno
Foto: Divulgação | Olimpic team ukraine / Esporte News Mundo

O atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych, competidor da prova de skeleton, foi impedido de disputar sua prova nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026 depois de se recusar a cumprir as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre expressão dos atletas.

Heraskevych planejava competir usando um capacete personalizado com imagens de mais de 20 atletas e treinadores ucranianos mortos durante a guerra com a Rússia. O COI entendeu que o capacete violava as regras que proíbem expressões políticas ou declarações no campo de competição, baseadas na Regra 50 da Carta Olímpica.

Apesar de várias reuniões e negociações com a organização, incluindo um encontro com a presidente do COI, Kirsty Coventry, o atleta manteve sua posição e se recusou a competir sem o capacete. O COI ofereceu alternativas, como usar um brazalete preto em vez do capacete ou permitir que ele exibisse o capacete fora do campo principal de competição, mas Heraskevych rejeitou as opções. 

Como resultado, o comitê organizador retirou sua acreditação para os Jogos, impedindo sua participação e obrigando-o a se retirar da vila olímpica. 

Manifestação do atleta

Heraskevych publicou em suas redes sociais que essa decisão é o "preço da nossa dignidade" e afirmou que pretende recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) contra a decisão do COI.

 "Nunca quis um escândalo com o COI (Comité Olímpico Internacional). Não fui eu que o criei. Foi criado pelo COI com a sua interpretação especial das regras, que muitos consideram discriminatória. Embora as ações do COI tenham dado a oportunidade de falar muito alto sobre a morte de atletas ucranianos, ao mesmo tempo, o próprio facto do escândalo distrai imenso das competições em si e dos atletas que nelas participam. Por isso, proponho mais uma vez que se ponha fim a este escândalo. Peço: Primeiro, que retirem a proibição do uso de um capacete em memória, pois este cumpre todos os requisitos do COI. Segundo, que peçam desculpa pela pressão que foi exercida sobre mim nos últimos dias. Terceiro, como sinal de solidariedade — da qual o COI não se esquece de nos lembrar todos os dias — que entreguem geradores elétricos a instalações ucranianas que sofrem diariamente com bombardeamentos. Espero sinceramente uma resposta rápida…" publicou o atleta em suas redes sociais,

A medida provocou discussões intensas sobre o equilíbrio entre a neutralidade política nos esportes e a liberdade de expressão dos atletas, especialmente quando ligada à memória de colegas falecidos em conflitos. 

Esporte News Mundo
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