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Neymar se vê no auge: "não tem mais o que falarem de mim"

6 jun 2015
20h11
atualizado às 22h16
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Camisa 10 da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014, Neymar terminou o torneio como desfalque por conta de uma joelhada nas costas recebida nas quartas de final contra a Colômbia. Menos de um ano depois, o atacante conquistou a Liga dos Campeões, terminando como um dos artilheiros da competição graças ao gol que fez no último lance da final. E já se sente no auge, à prova de críticas.

Neymar teve ótima atuação na final contra a Juventus
Neymar teve ótima atuação na final contra a Juventus
Foto: Michael Probst / AP

"Agora não tem mais o que falarem de mim. Não podem mais reclamar", disse, à ESPN, o único jogador brasileiro a marcar gols em finais de Libertadores (foi campeão pelo Santos, em 2011) e Champions League. "Estou muito feliz por fazer parte da história. Está aí a história que estamos fazendo", completou.

"Já passei por muitos momentos maravilhosos, e esse é um deles, mas este é o maior momento da minha carreira, o maior jogo. Com certeza, este dia vai ficar para a história. E não quero parar por aí, quero continuar fazendo história", prosseguiu o atacante, autor de dez gols na Champions, assim como Messi e Cristiano Ronaldo.

Neymar concedeu entrevista de mãos dadas com o filho Davi Lucca, de três anos, que usava uma camisa 11 do Barcelona com o nome "Papai". Os dois usavam faixas na cabeça, sendo que a do jogador tinha a inscrição "100% Jesus". E o astro manteve suas características, logo depois de chorar na comemoração no gramado do estádio de Berlim.

"Não tem palavras, não tem o que dizer. É uma emoção e uma experiência única que pude viver, graças a Deus, e pude ser campeão junto com a minha equipe. Estou muito feliz pela minha partida, pela partida do time, que é o principal. Conseguimos, A gente sabia que ia sofrer essa pressão e, na saída de bola, conseguimos criar os espaços", analisou o atacante.

Neymar participou das jogadas de todos os gols do time. Deu ótimo passe para Iniesta fazer a assistência a Rakitic no primeiro gol e trocou passes com Messi antes de o argentino tabelar com Suárez e chutar para o uruguaio aproveitar o rebote. O brasileiro, porém, pôde fazer a sua festa quase aos 52min do segundo tempo, puxando contra-ataque, recebendo de Pedro e batendo na saída de Buffon.

Na comemoração, Neymar tirou a camisa e foi abraçar torcedores antes de chorar, sozinho, ajoelhado em frente a uma câmera no gramado. "Lembrei que meus amigos e a minha família estavam aqui, e a emoção de um gol em final de Champions é muito grande. Chorei por lembrar de tudo o que passei, que sonhava em jogar um jogo desses quando tinha a idade do meu filho, do esforço de todos para eu chegar aqui. Veio a emoção e não teve como controlar", lembrou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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