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Fla e Flu assinam contrato pelo Maracanã e governador critica o Vasco

12 abr 2019
15h40
atualizado às 15h40
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Foi realizada nesta sexta-feira no palácio Guanabara, a cerimônia de assinatura do contrato de concessão do estádio Mário Filho, o Maracanã, entre Flamengo, Fluminense e o Governo do Rio de Janeiro. O termo terá início no próximo dia 19 de abril e será válido pelo prazo de 180 dias, prorrogáveis por mais 180. Neste período, o governo do rio vai promover um processo de licitação para uma concessão de longo prazo.

Vasco e Botafogo, os outros dois grandes clubes do Rio, não participam da parceria que vai gerir o estádio. O Cruzmaltino tem comandado uma onda de protestos que pode desencadear uma série de ações na Justiça para impedir o acordo.

Para o governador do Rio, Wilson Witzel, torcedor confesso do Flamengo, a postura do clube de São Januário é de se lamentar.

"Absolutamente lamentável. Ele poderia ter participado. Não participou porque não quis. E espernearam. Não é papel que se espera de dirigente de clube. Só pra deixar claro pra torcida do Vasco que o Vasco não vai ser prejudicado. Só se o presidente tomar atitudes como essa," afirmou Witzel, criticando o presidente vascaíno, Alexandre Campello.

Já o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, agradeceu ao governador pela iniciativa de dar aos clubes a administração do estádio, e prometeu trabalhar junto com o Flu pelo melhor para o torcedor.

"Temos que agradecer ao governador, que, por sua coragem, fez algo que era a aspiração dos torcedores dos clubes grandes, que é entregar o Maracanã aos principais interessados em participar da gestão do estádio. Flamengo e Fluminense farão um serviço incessante sempre pensando no bem do torcedor, para melhorar a sociedade. O governador pode ter certeza que jamais vai se arrepender dessa decisão," disse Landim.

O dirigente Rubro-Negro fez questão de esclarecer que Vasco e Botafogo não foram alijados do processo, mas pontuou que como ambos têm seus estádios e utilizam menos o Maracanã, não poderiam ter o mesmo poder de decisão.

"Tive uma conversa com o Campello na terça-feira, na CBF, onde procurei tranquilizar a ele, ao presidente do Botafogo, e o da Ferj, dizendo que o trabalho de Flamengo e Fluminense é prestar o melhor serviço para a sociedade. E que o Vasco tem toda a possibilidade de poder entrar mesmo durante este período, caso tenha compromisso de jogar pelo menos 25 jogos. Não é razoável que queira jogar oito jogos e ter o mesmo poder de decisão," disse Landim.

O tom conciliatório foi também visto nas declarações do presidente do Flu, Pedro Abad.

"Se Vasco e Botafogo também quiserem participar, serão bem-vindos. Nosso modelo prevê a participação deles. Diminuímos demais os preços de todas as operações. Eles também fazem parte da história do Maracanã," afirmou.

Por não dispor das devidas certidões negativas de débito, o contrato com o Governo do Estado está apenas no nome do Flamengo, com o Fluminense como interveniente. Na prática, os dois clubes vão dividir a administração do estádio, e arcar com os custos fixos do Maracanã, cerca de R$ 2 milhões por mês. Ao Estado caberá um repasse de R$ 166.666,67 ao complexo Célio de Barros e Júlio Delamare.

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