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Dois árbitros da FIFA podem não apitar caso Inglaterra e Argentina cheguem às semifinais; entenda

Michael Oliver e Anthony Taylor podem perder espaço na reta final da Copa do Mundo de 2026. Entenda os critérios adotados pela FIFA

9 jul 2026 - 09h10
(atualizado às 09h40)
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Michael Oliver, árbitro FIFA inglês, durante a partida entre Canadá e Marrocos pelos 16-avos de final da Copa do Mundo -
Michael Oliver, árbitro FIFA inglês, durante a partida entre Canadá e Marrocos pelos 16-avos de final da Copa do Mundo -
Foto: Molly Darlington/Getty Images / Esporte News Mundo

A reta decisiva da Copa do Mundo de 2026 pode reservar uma frustração para dois dos árbitros mais prestigiados da FIFA. Michael Oliver e Anthony Taylor, ambos da Inglaterra, aparecem entre os nomes mais cotados para comandar partidas de grande importância no torneio, mas podem ficar fora das semifinais e até da decisão em razão dos critérios adotados pela entidade para definir as equipes de arbitragem.

As semifinais do Mundial serão disputadas em Dallas e Atlanta, enquanto a grande final acontecerá no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey. Apesar do prestígio dos dois ingleses, o avanço de determinadas seleções pode impedir que eles sejam escalados justamente para os confrontos mais aguardados da competição.

A FIFA estabelece que árbitros não podem trabalhar em partidas envolvendo a seleção de seu próprio país. Assim, caso a Inglaterra elimine a Noruega nas quartas de final e avance às semifinais, Michael Oliver e Anthony Taylor deixam automaticamente de ser opções para qualquer jogo dos ingleses até o encerramento da campanha.

Entretanto, essa não é a única restrição. Mesmo em um cenário de eliminação da Inglaterra, a presença da Argentina nas fases finais também reduz significativamente as possibilidades de escalação dos dois árbitros. A entidade evita colocar profissionais ingleses em partidas da seleção argentina devido ao histórico conflito entre Reino Unido e Argentina na Guerra das Malvinas, travada em 1982.

O confronto, que durou 74 dias, terminou com a retomada do controle britânico sobre as Ilhas Malvinas e permanece como um tema sensível entre os argentinos até os dias atuais. Por esse motivo, a FIFA leva em consideração aspectos geopolíticos ao montar as escalas de arbitragem, buscando evitar possíveis questionamentos ou situações que possam gerar desconforto durante a competição.

Na prática, Michael Oliver e Anthony Taylor só voltariam a ganhar força na disputa por uma vaga nas semifinais ou na final caso Inglaterra e Argentina deixassem o torneio antes da penúltima fase. Com a permanência de uma ou das duas seleções na competição, as possibilidades de ambos diminuem consideravelmente.

Critérios vão além da avaliação técnica

A escolha dos árbitros para a Copa do Mundo não depende apenas do desempenho apresentado ao longo da competição. A Comissão de Arbitragem da FIFA também analisa a condição física dos profissionais, a experiência em jogos de grande porte, o histórico recente e fatores externos que possam comprometer a percepção de neutralidade.

Questões geopolíticas fazem parte dessa avaliação. Em situações envolvendo países com relações diplomáticas delicadas ou conflitos históricos, a entidade costuma evitar designações que possam gerar polêmica antes mesmo da bola rolar.

Esse cenário já ocorreu na Copa do Mundo de 2022. Anthony Taylor era considerado um dos candidatos para apitar a final do torneio, mas acabou fora da disputa após a classificação da Argentina para enfrentar a França. Em 2026, o árbitro inglês e seu compatriota Michael Oliver podem enfrentar novamente a mesma situação caso argentinos e ingleses avancem às fases decisivas do Mundial.

Esporte News Mundo
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