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Corintiano, ídolo da Colômbia mostra admiração pelo Brasil

15 jul 2011 - 10h46
(atualizado às 12h09)
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O ex-goleiro da seleção colombiana Óscar Córdoba está em Buenos Aires para divulgar o Mundial Sub-20, que será disputado no seu país, em agosto. Ídolo de colombianos e argentinos (conquistou três títulos nacionais e duas Copas Libertadores da América pelo Boca Juniors), o ex-goleiro também tem muita simpatia pelo Brasil. A ponto de defender a Seleção de Mano Menezes e incentivar a rivalidade entre os grandes clubes paulistas.

Córdoba elogiou espontaneamente o bom futebol apresentado pelo Santos nos últimos anos, mencionou as partidas marcantes que teve contra o Palmeiras e até demonstrou simpatia pelo Corinthians. Dos quatro maiores rivais do Estado, apenas o São Paulo não foi lembrado pelo colombiano.

Por enquanto, Córdoba está mais atento à Copa América. O ex-jogador sonha com uma final entre Colômbia e Brasil. Com a experiência de quem conquistou esse título em 2001 em casa (quando os brasileiros foram catastroficamente eliminados por Honduras), o ex-goleiro previu a recuperação do goleiro Júlio César e de outros comandados de Mano Menezes.

Confira a entrevista:

Como ex-goleiro, você deve saber bem como está o Júlio César após falhar na vitória do Brasil sobre o Equador.

Óscar Córdoba: Sim, sim (risos)! Goleiros são seres humanos, que cometem erros como qualquer outro. O Júlio César não foi bem nos lances dos gols, falhando no modo como se ajustou para pegar aquela primeira bola, mas não se pode duvidar da capacidade dele.

Ele ainda está entre os melhores goleiros do mundo?

Córdoba: Gosto muito do Casillas, da Espanha, na verdade. Pelo que tenho visto, o Romero, da Argentina, é o melhor da Copa América e tem muito potencial para seguir no topo.

E o Júlio César?

Córdoba: Também é um bom goleiro, claro. Mas, neste campeonato, ele não mostrou aquela imagem que estamos acostumados a ver.

O restante do Brasil também não, apesar da vitória contra o Equador.

Córdoba: Pouco a pouco, as grandes seleções vão se ajustando. Brasil e Argentina não largaram muito bem na Copa América, mas têm grandes seleções, tradição, e logo engrenam.

Neymar e Messi também mostrarão mais futebol no torneio?

Córdoba: É difícil dizer. Eles estão mais acostumados com os sistemas de jogo de seus clubes. Quando chegam às seleções, as coisas mudam um pouco. São grandes jogadores, que atuam em posições distintas, cada um vivenciando uma fase da carreira. Algumas pessoas querem compará-los, mas isso não se pode fazer.

Na Copa América, a Colômbia poderá enfrentar a Argentina de Messi na semifinal e o Brasil de Neymar na decisão.

Córdoba: A seleção colombiana tem deixado o nosso país com muito entusiasmo. O time está maduro e nos permite sonhar com o título. Também não podemos nos esquecer do Chile, com um bom sistema de jogo e disposição em campo. A Copa América é um torneio curto, definido em semanas, e tudo depende do momento. Mas seria lindo disputar uma final contra o Brasil.

Você ficou mais conhecido na Argentina, por causa da passagem pelo Boca Juniors. Também acompanha o futebol brasileiro?

Córdoba: Dentro do que a televisão me permite, vejo muito os jogos do Brasil. Vocês têm equipes que sempre estão indo bem na Libertadores, alcançando bons resultados.

Quais são as equipes brasileiras que mais te agradam?

Córdoba: Tenho visto bastante do Santos, que vem jogando bem nos últimos anos e ganhou o título sul-americano agora. O Palmeiras também sempre me marca muito porque disputei várias partidas contra eles, como a grande final da Libertadores de 2000. Mas também sou torcedor do Corinthians, por seu bom futebol e estilo de jogo.

Como torcedor do Corinthians, está ansioso com essa possibilidade de o Tevez voltar para o clube? Vocês jogaram juntos no Boca Juniors?

Córdoba: Ele ainda era muito menino quando eu estava no Boca. Não tenho muitas recordações nem nada para contar sobre ele, mas espero que dê tudo certo.

E o Santos? Já está na hora de vender o Neymar para a Europa?

Córdoba: Não sei se o Santos deve ou não vender. Para o Neymar, depende de sua maturidade. Às vezes, quando você chega muito jovem lá, pode até ser melhor porque se adapta mais facilmente aos costumes locais.

Muitos colombianos também já fizeram sucesso no futebol brasileiro, como o Rincón no Corinthians...

Córdoba: Darío Muñoz no Palmeiras...

O que pensa sobre a presença de colombianos nos times do Brasil?

Córdoba: Vocês têm que olhar mais para os jogadores da Colômbia, dar oportunidades. Eu, por exemplo, não tive oportunidades de ir para o Brasil, como ocorreu com esses jogadores.

Foto: Getty Images
Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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