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Vaias a Valcke causam saia-justa em premiação da Itália na Fonte Nova

30 jun 2013
16h11
atualizado às 16h30
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Secretário-geral da Fifa, o francês Jérôme Valcke não escapou das vaias ao pisar o gramado da Arena Fonte Nova para participar da cerimônia de premiação da Itália, que bateu o Uruguai nos pênaltis neste domingo para garantir o terceiro lugar da Copa das Confederações. Muitas vaias foram ouvidas quando o nome do dirigente foi anunciado nos alto-falantes do estádio.

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A Fonte Nova não esteve lotada neste domingo, quando recebeu 43.382 torcedores para uma capacidade total de 50 mil. Mais da metade dos fãs já haviam se retirado no momento em que um palco foi montado no gramado para a premiação da Itália ser realizada.

Mesmo vaiado, Valcke se mostrou sorridente como um dos dirigentes que entregou as medalhas de bronze aos jogadores da seleção italiana. Quando teve o nome anunciado, o governador da Bahia Jaques Wagner, também foi vaiado. Wagner, porém, não subiu ao palco para participar da cerimônia de premiação.

As vaias do público já haviam provocado um momento de constrangimento em 15 de junho, quando a presidente do Brasil, Dilma Roussef, e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, ouviram sonoras vaias na abertura da Copa das Confederações, antes da vitória do Brasil sobre o Japão, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. O comportamento hostil dos fãs pareceu condizente com a onda de manifestações civis que vêm ocorrendo no País.

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Dilma não estará presente no Maracanã neste domingo, quando a partir das 19h (de Brasília) Brasil e Espanha disputam a final da Copa das Confederações. Sem a presidente, a "bomba-relógio" das vaias na cerimônia de encerramento do torneio pode ter como alvo três nomes: Blatter (que foi hostilizado pelo público ao pedir educação aos torcedores em Brasília), o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, e o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo.

Ainda não se sabe se haverá um discurso oficial antes do início da final no Rio de Janeiro, assim como foi feito na abertura. Se houver, um dos três deve ser o responsável pela fala e tem grandes chances de receber vaias semelhantes às que Dilma e Blatter receberam em Brasília e às que Valcke recebeu em Salvador. 

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Fonte: Terra
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