Com a determinação do governador Antonio Anastasia de afastar a linha policial do bloqueio na Avenida Antônio Abrahão Caram, a principal via de acesso ao Mineirão, oficiais começam a preparar as grades que vão delimitar a linha final dos protestos previstos para esta quarta-feira em Belo Horizonte. Brasil e Uruguai jogam no estádio às 16h pelas semifinais do torneio
O ponto é o mesmo que foi palco de batalhas entre policiais e manifestantes nas outras duas partidas do torneio na cidade: México x Japão e Taiti x Nigéria. Para diminuir o risco de novos confrontos, a Polícia ficará posicionada em uma “distância considerável” do bloqueio, informa a ata da reunião realizada entre o governador e líderes do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa.
Porém, por volta das 11h os policiais ainda aguardavam orientações de onde se posicionarem. A movimentação no local ainda é tranquila, já que o início da concentração dos manifestantes está previsto para as 12h (de Brasília) na Praça Sete, região central de Barcelona.
Grupos já adiantaram que a rota a ser seguida será a mesma das outras das partidas, com a passagem pela Avenida Antonio Carlos no caminho ao Mineirão. A via foi a mais atingida pelo vandalismo de uma pequena parte dos manifestantes, com quebras de vidraças e vitrines. Por isso, quem passa pela Avenida nesta quarta tem a impressão que um furacão irá passar por Belo Horizonte, já que tapumes protegem as lojas de novas ações.
A Polícia Militar conta com efetivo de 5.567 policias, um acréscimo de quase 2 mil em relação ao jogo México x Japão. Os 1500 homens do Exército estão distribuídos em pontos estratégicos da cidade, mas sem ação prevista até que surjam casos de extrema necessidade.
BH anuncia esquema de segurança para jogo do Brasil:
Durante a semana, o comando da Polícia disse ser inevitável novos confrontos e convocou entrevista para apresentar os números da megaoperação. A medida tem, nos bastidores, a intenção de demonstrar poder de força e intimidar a presença de muitos manifestantes nas ruas. No último protesto, diferentes estimativas apontavam entre 60 e 100 mil pessoas.
Existe a preocupação ainda com o deslocamento das delegações e dos mais de 60 mil torcedores que vão se deslocar ao estádio. Durante a semana, grupos sugeriram em redes sociais a tentativa de bloqueio de todas as vias de acesso ao Mineirão e protestos em frente ao Ouro Minas, onde a Seleção Brasileira está concentrada.
O dia em que Brasil e Uruguai se enfrentam pela semifinal da Copa das Confederações em Belo Horizonte começou com forte movimentação policial para coibir protestos violentos e outras incidências; veja
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Assim como nos outros dois jogos na cidade, 1500 homens do Exército estão de prontidão na proteção para a semifinal da Copa das Confederações. A Polícia do Exército desenvolve a missão de polícia militar junto a guarnições e grandes unidades da Força Terrestre
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Dezenas de veículos são utilizados na ação, que começou na manhã de quarta-feira
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Policiais e soldados patrulharam os arredores do Mineirão, em Belo Horizonte
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Soldados se deslocam em Belo Horizonte, cidade que recebe uma das semifinais da Copa das Confederações
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Confronto entre Brasil e Uruguai está marcado para as 16h (de Brasília)
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Patrulhamento foi iniciado muitas horas antes da partida no Mineirão
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Policiais caminham entre o trânsito de Belo Horizonte
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Em Belo Horizonte, policiais usaram ônibus escolar para locomoção
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Militar caminha com foto aérea onde está localizado o Mineirão
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Policiamento terá apoio do Exército em casos de necessidade extrema
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Policiais têm expectativa de enfrentar problemas com protestos no dia de jogo do Brasil
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Expectativa de protestos fez a polícia preparar grades para delimitar limites da manifestação
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Movimentação policial em Belo Horizonte já era intensa na manhã de quarta-feira
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Caveirão da Polícia também foi visto nas imediações do Mineirão
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Policiamento tenta evitar chegada de manifestantes ao entorno do Mineirão
Foto: Fábio de Mello Castanho / Terra
Guardas formaram uma barreira na avenida para impedir a chegada do protesto