Presença da Venezuela na Copa América ainda é incerta
A crise por que passa a Venezuela, com fronteiras fechadas, problemas graves de abastecimento e falta de energia elétrica, pode afetar a 46ª edição da Copa América, em junho e julho no Brasil. Entre dirigentes da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) há uma incerteza crescente sobre a participação dos venezuelanos no torneio.
Tudo indica que há interesse político do atual governo do país em ver sua seleção na competição, até como motivação para que o orgulho nacional esteja em evidência – um contraponto à eventual interferência dos Estados Unidos no destino da Venezuela.
O assunto é tratado reservadamente na Conmebol, conforme apurou o Terra em contato com um dirigente da entidade. A Copa América de 2019 está programada para reunir 12 seleções – dez da América do Sul e mais duas convidadas: Japão e Catar.
Na primeira fase, as 12 equipes se dividem em três grupos de quatro. A Venezuela está no Grupo A, o mesmo de Brasil, Bolívia e Peru - o mais fraco da Copa. Caso o país de Nicolás Maduro e Juan Guaidó não participe da competição, a Conmebol não deve convidar nenhuma outra seleção para tapar o buraco. O Grupo A ficaria então com três representantes.
Esta semana, um fato acionou o alerta na Conmebol: a dificuldade de o Deportivo Lara se deslocar internamente a fim de tentar viajar para o Brasil, onde enfrentaria o Cruzeiro pela Libertadores. O clube também pagou o preço por não ter solicitado autorização, dentro do prazo, para entrar no Brasil a bordo de um voo fretado. O jogo entre as duas equipes foi adiado de quarta (13) para quinta (14), e, depois, remarcado para 27 de março.
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