0

Copa América

Um só não basta! Faltam mais "Guerreros" à seleção peruana

Rodrigo Buendia / AFP
14 jun 2015
21h08
atualizado às 21h09
  • separator
  • comentários

O torcedor do Corinthians nem precisa ler esse texto. Ele já sabe da capacidade tática e técnica de Paolo Guerrero. Os torcedores do Flamengo ainda vão saber. E os zagueiros brasileiros neste domingo, em Temuco, que jogaram a estreia na Copa América, sentiram na pele as dificuldades de se marcar o camisa 9 do Peru. Mas o que falta a Paolo nesse time são outros guerreiros para lutar junto. O Brasil venceu a partida por 2 a 1.

Guerrero briga, incomoda, catimba, quer mais espaço. Chega a bola e ele briga até o fim. Foi essa briga aos 2min que fez David Luiz e Jefferson falharem e Cueva balanças as redes do Brasil com um petardo no ângulo. Logo Neymar se encarregaria de empatar o jogo. Mas que o gol originado pela luta de Guerrero assustou, assustou.

Guerrero atazanou o Brasil com movimentação constante neste domingo
Guerrero atazanou o Brasil com movimentação constante neste domingo
Foto: Hector Vivas / Getty Images

Às vezes, o camisa 9 entra duro, como fez com Daniel Alves no primeiro tempo e quase tirou o lateral do jogo. Levou um cartão merecido. Depois, foi variando. Ora caía pra cima de Miranda, ora para cima de David Luiz. Mas a bola começou a não chegar. Farfán, que começou livre, ficou mais preso na marcação. E aí o Peru perdeu seu homem de finalização e passou a valer-se dos erros do Brasil.

Erros que foram muitos do meio-campo, mas incapazes de permitir que Guerrero chegasse perto do gol de Jefferson uma vez mais. O atacante sabe que pode mais e sabe que seus companheiros jogaram no limite contra o Brasil. Diante da Venezuela, vão precisar de bem menos e pode ser que as coisas lhe saiam melhor.

Guerrero e Neymar: pilares de Peru e Brasil, respectivamente
Guerrero e Neymar: pilares de Peru e Brasil, respectivamente
Foto: Claudio Santana / Getty Images

A verdade é que, dos últimos anos, esta foi a vez em que o Peru esteve mais perto de quebrar um tabu que dura desde 1975: vencer o Brasil. Sem dúvida foi o melhor empate até que Neymar surgisse genial pela esquerda e dessa a bola com açúcar para Douglas Costa dar a vitória ao Brasil. Foi por pouco. E se houvesse mais Guerreros ao Peru?

 
Fonte: Terra
  • separator
  • comentários
publicidade