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Camarões à la francesa

Com um gol improvável de Umtiti e outra partidaça de Mbappé, França chega a mais uma decisão graças aos filhos da África

10 jul 2018
18h38
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Era um duelo de gigantes. Do lado belga, Hazard, um camisa dez clássico, habilidoso, canhoto, que foi formado no futebol francês e que tinha Zidane como maior ídolo na infância. Dos seus pés nasceram as melhores chances da Bélgica, que teve o domínio da partida até a metade do primeiro tempo.

Umtiti abre o placar para a França
Umtiti abre o placar para a França
Foto: Lee Smith / Reuters

Do lado francês, o fenômeno Mbappé, filho de camaronês e mãe argelina, que não abriu mão da velocidade em suas arrancadas, principalmente pela direita, mas mostrou também habilidade, com toques de letra e passes precisos, dignos de um camisa dez. Em um deles, no final da primeira etapa, Pavard teve chance de marcar, mas Courtouis fez grande defesa e salvou com a perna direita.

Só que foi outro jogador com ascendência camaronesa que fez a França da Liberdade, Fraternidade e Igualdade chegar pela terceira vez a uma final de Copa do Mundo. Umtiti, que nasceu em Yaoundé, capital dos Camarões, e é naturalizado francês, foi para a área, aos 5 minutos do segundo tempo, depois que uma tentativa de Giroud terminou em escanteio. Aí o improvável aconteceu e David levou a melhor sobre Golias. O zagueiro de 1,82m se antecipou a Fellaini, de 1,94m, e marcou de cabeça o gol que classificou os franceses para a final.

Ficou do jeito que a França queria. Nos contra-ataques, Mbappé teve a chance de mostrar ainda mais seu repertório, com direito a um passe mágico de calcanhar, que Giroud não conseguiu transformar em gol. O garoto de 19 anos parece fadado a furar a fila e se transformar em melhor do mundo, caso o título fique com os franceses.

A geração de ouro da Bélgica não se entregou. Fellaini teve a chance de empatar de cabeça, Hazard continou desfilando classe, Witsel parou no goleiro Lloris, mas não foi na Rússia que os belgas ultrapassaram a barreira da semifinal. Jogaram bem e chegaram a encantar durante a Copa, mas ficaram no quase mais uma vez.

Vinte anos depois, a França tem a chance de repetir a façanha de 98, quando Zinedine Zidane, filho de argelinos, levou o país ao título pela primeira vez, naqueles 3 x 0 sobre o Brasil, que muita gente não engoliu até hoje.

Na quarta-feira, Inglaterra e Croácia vão decidir quem vai fazer a final contra os franceses. Será que os ingleses vão fazer valer a maior tradição e chegar a uma final depois de 52 anos? Façam suas apostas!

Fonte: Blog A Copa no sofá   
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