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Diabos Vermelhos mandam Seleção Brasileira mais cedo para casa e vão enfrentar a França em uma das semifinais da Copa

6 jul 2018
19h06
atualizado às 19h07
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O sonho sul-americano de voltar a vencer uma Copa do Mundo na Europa depois de 60 anos chegou ao fim. O Uruguai, sem Cavani, perdeu para a França, e o Brasil, sem Casemiro, parou na Bélgica. A Seleção Brasileira, decantada em verso e prosa antes do Mundial, foi surpreendida pelos belgas e não teve forças para reagir.

Foto: Toru Hanai / Reuters

Ah se a bola do Thiago Silva, que bateu na trave, tivesse ido pro gol. Ah se o Fernandinho não tivesse feito aquela gol contra. Ah se o Casemiro não estivesse suspenso. Se, se, se, o fato é que o Brasil foi frágil como nunca tinha sido até então na Copa. A ausência de Casemiro e a má atuação de Fernandinho desmontaram um setor que parecia intransponível. Sair perdendo, o que ainda não havia acontecido no Mundial, também foi crucial para a desclassificação.

Os dois a zero no primeiro tempo com o gol contra de Fernandinho, logo aos 13 minutos, e o gol no contra-ataque fulminante puxado por Lukaku e com conclusão precisa de Debruyne, aos 31, foram suficientes para destruir um time que parecia sólido e que parecia acreditar que poderia vencer a qualquer momento.

Sim, Tite tentou tornar o time mais ofensivo com Firmino, Douglas Costa, Renato Augusto e o segundo tempo foi todo brasileiro, com mais posse de bola e com direito a um gol marcado por Renato Augusto, aos 31 minutos. Não faltou vontade, não faltou pressão, mas Philippe Coutinho, Neymar e William, que saiu no intervalo, estiveram abaixo do esperado, assim como Gabriel Jesus, que depois de cinco jogos, deixou a Copa sem nenhum gol marcado.

Vamos assistir mais uma decisão da Copa sem ver o Brasil em ação, uma situação que se repete desde que conquistamos o penta, em 2002. Rimos da Alemanha, da Espanha, da Argentina e agora entramos no grupo dos eliminados. O título vai ficar com uma seleção europeia pela quarta vez seguida, porque o Uruguai também foi eliminado.

Ah se o Cavani tivesse enfrentado a França. Ah se o Muslera não tivesse levado um frango daqueles no segundo gol francês. Ah se o Lorris não fizesse aquela defesa espetacular na cabeçada de Cáceres, logo depois que Varane abriu o placar. Os uruguaios têm motivos para lamentar, mas o fato é que os franceses venceram com sobra.

O Uruguai sem Cavani deixou Suárez órfão no ataque. A Celeste sem ele é como café sem açúcar e dança sem par. Mas não faltou luta para os bravos uruguaios, bicampeões mundias, que na Rússia honraram a tradição Celeste e deixaram a Copa de cabeça erguida, aplaudidos pelos torcedores.

Também não faltou emoção. Giménez, o zagueiro uruguaio de 23 anos, caiu no choro ainda no campo, aos 43 minutos do segundo tempo, vendo o sonho do tri desabar. Na torcida, o garotinho uruguaio chorando lembrou o menino brasileiro de 82, que, também em lágrimas, estampou a capa do saudoso Jornal da Tarde, retratando a dor de toda uma nação, após a fatídica derrota para a Itália de Paolo Rossi.

Mas como a França não tem nada a ver com as dores uruguaias, chegou à vitória com um gol em cada tempo. Com Mbappé bem marcado por Laxaut, o destaque acabou sendo Griezman, que cobrou a falta que terminou na cabeçada estilosa de Varane, que abriu o placar, e ganhou de presente o segundo gol, na falha grotesca do goleiro Muslera.

No sabadão serão definidas as outras duas seleções classificadas para as semifinais. A tradição inglesa vai superar a Suécia? Os russos vão surpreender a Croácia? Façam suas apostas!

Fonte: Blog A Copa no sofá   
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