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Futebol

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Ancelotti ensaia novo esquema e testa mudanças no time titular da seleção

Treino aberto ao público indica cinco mudanças para o amistoso de sábado, contra o Egito; Paquetá e Igor Thiago ganham espaço

3 jun 2026 - 19h25
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MORRISTOWN - Em treino aberto aos torcedores, e provavelmente no único trabalho da seleção brasileira na Copa do Mundo ao qual a imprensa pôde assistir por completo, o técnico Carlo Ancelotti ensaiou mudanças no time titular.

A alteração na dupla de zaga em relação à vitória de domingo passado sobre o Panamá, por 6 a 2, era esperada, já que Marquinhos e Gabriel Magalhães não puderam atuar no Maracanã por causa da final da Champions League. Saíram Léo Pereira e Bremer, que também participaram da movimentação, revezando com os titulares.

As outras mudanças acenam para o que Carletto disse na coletiva após a vitória sobre o Panamá. O time titular venceu os panamenhos por apenas 2 a 1 e mostrou problemas, principalmente no meio de campo. Na lateral esquerda, Alex Sandro deve sair para dar lugar a Douglas Santos. No meio, Lucas Paquetá e Igor Thiago substituem, respectivamente, Matheus Cunha e Luiz Henrique.

Sai, portanto, o 4-2-4 e entra o 4-3-3. Paquetá foi muito bem no Maracanã, marcando e dando assistência. Ele dá mais mobilidade ao meio de campo e parece ser uma opção mais real do que Matheus Cunha para a estreia na Copa do Mundo, no dia 13 de junho, contra o Marrocos, em Nova Jersey.

No ataque, a opção por Igor Thiago mostra a necessidade de um homem mais de área. Igor tem entrado bem e, com sua presença, dá mais liberdade a Vini Jr. e a Raphinha, que não precisa atuar mais centralizado.

Treino aberto atende exigência da Fifa

A Fifa determina, pelas regras da Copa do Mundo, que um treinamento de cada uma das 48 seleções participantes da competição precisa ser aberto a 200 torcedores da comunidade onde fica a base da equipe. Principalmente adultos e crianças ligados a escolas da região de Morristown, onde está o centro de treinamento do New York Red Bulls, apareceram para acompanhar o trabalho.

"Moro em Nova Jersey desde 1994. Meus pais se mudaram para cá naquela época. Meus filhos nasceram aqui. Trabalho em um colégio da região e recebemos os convites. Ficamos eufóricos com a possibilidade de ver a seleção", disse Cassiano dos Santos, que vestia uma camisa do Palmeiras e estava acompanhado dos dois filhos.

"Estou confiante de que o Brasil possa fazer uma grande Copa. Acho que chega pelo menos à semifinal e, depois, é ter esperança", afirmou.

Neymar, que se recupera de uma lesão na panturrilha direita e ainda não treina em campo, não apareceu no gramado, frustrando alguns dos pequenos fãs que esperavam ver o craque do Santos.

Estadão
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