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Faixa-preta brasileiro destaca o papel social do jiu-jítsu

Para "Dudu Fifth", o papel do jiu-jítsu na vida do praticante vai além da participação de competições e conquista de medalhas

10 nov 2023 - 11h13
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Faixa-preta de jiu-jitsu, Eduardo Souza da Silva, conhecido como "Dudu Fifth", vem se destacando como treinador. Representante da Alliance, o gaúcho teve uma participação fundamental no título de campeão mundial de masters conquistado por seu professor, Fábio Assunção, este ano, em Las Vegas.

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Foto: Divulgação / Perfil Brasil

"Tive um papel não somente de coach, dando auxílio técnico, como também psicológico", explica o faixa-preta da Alliance.

A ênfase no psicológico não é por acaso. Para "Dudu Fifth", o papel do jiu-jítsu na vida do praticante vai além da participação de competições e conquista de medalhas.

"O jiu-jítsu é muito mais que uma arte marcial de eficiência mais que comprovada, o jiu-jitsu é uma ferramenta de transformação na vida das pessoas, pois passa a elas diversos valores, faz os praticantes ficarem mais confiantes na vida, pois te mostra que a maioria das coisas tem uma solução, e se tu não se desesperar, se manter calmo e aguentar a pressão, tu vai encontrar alguma forma de sair", destaca o orgulhoso professor da Alliance.

"E, se não sair, vai aceitar e na próxima vez estará melhor, pois no jiu-jitsu você acaba lidando com as pequenas derrotas diariamente e você tem a oportunidade diária de transformar elas em pequenas vitórias. Isso traz uma resiliência ao praticante que depois ele leva para o resto da vida em relações que o faz uma pessoa melhor e muito mais preparada para as adversidades, sabendo lidar de uma maneira mais racional com elas", complementa.

Essa função extra-tatame do jiu-jítsu, que no Brasil é desenvolvido há décadas, está cada vez mais se popularizando pelo mundo, principalmente nos EUA, onde, de acordo com professores brasileiros que atuam no país, a arte suave já é a modalidade de luta mais praticada por lá.

"Eu vi uma notícia de que o jiu-jítsu é a arte marcial mais praticada nos EUA, e sendo a mais praticada na maior potência financeira é ótimo para a expansão e profissionalização da arte, pois traz muito mais visibilidade para o esporte e abre muito mais caminhos para se trabalhar e viver exclusivamente com o jiu-jítsu, tanto como atleta, coach, manager, entre outras carreiras que estão surgindo em função dessa expansão", observa "Dudu Fifth".

"Nos EUA existe um número muito grande de praticantes crianças e todo um universo como de campeonatos exclusivos para os kids, e isso é ótimo pois traz toda uma nova geração que já está nascendo dentro da cultura do jiu-jitsu", finaliza o estudioso professor brasileiro.

Perfil Brasil
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