Novo presidente inicia reformulação no São Paulo, mas banca Rui Costa
Toninho Andrade assume diretoria social e Carlomagno deixa superintendência, enquanto executivo de futebol ganha força e aumento salarial
A gestão de Harry Massis Júnior deu o pontapé inicial na prometida reformulação administrativa do São Paulo. O novo presidente, que assumiu o comando após a renúncia de Julio Casares, começou a atender aos pedidos de sua base aliada e realizou as primeiras trocas em cargos estratégicos. A principal novidade fica por conta da chegada de Toninho Andrade para a diretoria social, substituindo Antônio Denizete Gonçalves, o Dedé.
A saída de Dedé não ocorreu por acaso. Considerado um nome de confiança do ex-presidente Casares, ele teve sua permanência insustentável diante da pressão dos novos grupos políticos que apoiam Massis. Após uma conversa com o atual mandatário na tarde de terça-feira, as partes acertaram o desligamento. Além dele, a "lista de dispensas" preparada pelos opositores da antiga gestão atingiu a superintendência geral do clube, resultando na saída de Marcio Carlomagno.
Rui Costa ganha força e resiste à pressão no São Paulo
Se os departamentos social e administrativo sofrem cortes profundos, o futebol segue uma lógica diferente. Rui Costa, atual executivo da pasta, escapou da reformulação e deve permanecer no cargo. Harry Massis Júnior decidiu bancar a continuidade do profissional, ignorando, neste caso específico, a pressão de aliados que desejavam uma mudança irrestrita em todos os setores.
A manutenção de Rui Costa reflete o protagonismo que ele assumiu nos bastidores do CT da Barra Funda. O executivo centralizou as decisões do departamento desde novembro, quando o clube viveu um desmanche com as saídas de Carlos Belmonte, Nelson Ferreira e Fernando Chapecó.
Atualmente, Rui opera praticamente como o único "homem forte" no dia a dia do futebol. Isso porque o coordenador técnico Muricy Ramalho se encontra licenciado para tratar de questões pessoais. Para consolidar essa posição, o São Paulo realizou uma reestruturação contratual com o executivo, que incluiu uma valorização salarial e garantiu seu vínculo até o final do ano.
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