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Esquiadora italiana diz que trocaria ouros olímpicos por vida antes de lesão

Brignone afirmou que destruiu 'completamente' a perna e o joelho

16 fev 2026 - 13h45
(atualizado às 13h48)
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Federica Brignone celebra ouro olímpico em Cortina d'Ampezzo
Federica Brignone celebra ouro olímpico em Cortina d'Ampezzo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A esquiadora italiana Federica Brignone, bicampeã olímpica nos Jogos de Inverno de Milão e Cortina d'Ampezzo, afirmou que trocaria os dois ouros conquistados pela vida que tinha antes de fraturar a perna esquerda.

"Eu destruí completamente minha perna e meu joelho; cada dia que passa é uma luta. Minha tíbia não está mais alinhada e há um buraco nela. Fiquei dois meses sem conseguir dobrar a perna e, mesmo agora, não sei se algum dia conseguirei jogar tênis novamente. Então, sim, eu trocaria minhas duas medalhas olímpicas para voltar atrás e não ter sofrido essa lesão", disse a atleta em entrevista ao jornal La Repubblica.

Brignone acrescentou que foi um "milagre" competir nos Jogos Olímpicos e não escondeu a alegria de ter carregado a bandeira da Itália na cerimônia de abertura. A partir de agora, a esquiadora afirmou que se concentrará na sua recuperação.

"Se eu tivesse vindo aqui para ganhar o ouro, teria voltado para casa sem nenhuma medalha. Eu já tenho medalhas e troféus; vim aqui apenas para me divertir e ser grata por participar das Olimpíadas em casa", declarou a multicampeã.

A italiana acrescentou que sua vida não deverá mudar muito após receber R$ 2,2 milhões em premiações nos Jogos, mas confessou que se assusta ao lembrar que talvez não consiga mais manter sua vida privada da mesma forma que antes.

Conhecida pela versatilidade, ela é uma das maiores esquiadoras alpinas da história da Itália e compete nas quatro disciplinas da modalidade: da mais veloz (downhill) à mais técnica (slalom), passando pelo super-G e pelo slalom gigante.

No início de abril do ano passado, ela sofreu múltiplas fraturas na perna esquerda durante uma prova na Itália e viu sua participação em Milão-Cortina ser ameaçada. Brignone voltou a competir apenas em novembro, 237 dias após passar por uma cirurgia complexa, e utilizou os dois meses seguintes para tentar recuperar a melhor forma. .

Ansa - Brasil
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