Polêmica no timão: nova contratação gera desconfiança e Dorival minimiza participação
Desconfiança no Corinthians leva Dorival a negar pedido; indicação de Memphis divide os bastidores do clube.
A contratação do meia marroquino Zakaria Labyad pelo Corinthians não passou ilesa internamente. O negócio, costurado nos bastidores do clube, gerou desconfiança entre dirigentes e conselheiros e ainda levou o técnico Dorival Júnior a se posicionar publicamente para negar que tenha pedido a chegada do jogador.
"O Zakaria não foi um pedido meu, mas estou aqui para trabalhar com o grupo que me for dado. Conheço pouco o atleta, tive algumas informações do Memphis. Que venha, possa acrescentar e será tratado muito bem" declarou.
Histórico do atleta
Livre no mercado desde que deixou o futebol chinês no fim da última temporada, o atleta de 32 anos desembarcou em São Paulo no último domingo e está próximo de assinar contrato com o Timão até o fim de 2026.
MEIA MARROQUINO
Zakaria Labyad, reforço do Corinthians, é amigo de Memphis e já fez gol no Flamengo #EstadaoEsporteshttps://t.co/HpHeLi9ncq
— Estadão Esportes (@EstadaoEsporte) February 10, 2026
A negociação ganhou força a partir de uma recomendação de Memphis Depay, que atuou ao lado do meia no PSV, da Holanda, na temporada 2011/2012. O atacante indicou o nome ao departamento de futebol, e a sugestão acabou sendo avaliada pela diretoria, especialmente pelo setor de análise de mercado, que foi reforçado com a chegada do executivo Marcelo Paz no fim do ano passado.
Revelado na Europa, Zakaria Labyad acumula passagens por clubes como Sporting, Utrecht e Ajax, antes de seguir para o futebol chinês, onde atuou pelo Dalian Yingbo na última temporada.
Divergências internas
O movimento não foi unanimidade. Internamente, houve questionamentos pelo histórico recente do jogador, que vinha atuando fora do eixo principal do futebol europeu, além de preocupações relacionadas à parte física. Pessoas ligadas à presidência e membros do clube demonstraram cautela com a aposta.
A diretoria, por outro lado, defendeu a operação. O argumento foi a ausência de custos com transferência e um salário considerado compatível com o atual cenário financeiro do Corinthians, o que tornaria a contratação viável dentro do planejamento.