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WEC: Vitória dominante da Toyota no Bahrein.

Última prova da temporada 2023 do WEC teve a primeira vitória de um trio feminino na competição e muita emoção

4 nov 2023 - 22h27
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Hirakawa, Hartley e Buemi: o trio vencedor do Bahrein e do FIA WEC
Hirakawa, Hartley e Buemi: o trio vencedor do Bahrein e do FIA WEC
Foto: FIA WEC

A última etapa da temporada 2023 do Mundial de Endurance, disputada na tarde deste sábado, 04, no Bahrein, foi muito mais do que vitória folgada para a Toyota. Se os primeiros lugares estavam praticamente dominados pelosjaponeses, não podemos dizer o mesmo das demais classes e competidores. 

O resultado significou que, com sua segunda vitória da temporada, Sebastien Buemi, Brendon Hartley e Ryo Hirakawa conquistaram o Campeonato Mundial de Pilotos de 2023. Talvez a página de superioridade da Toyota esteja longe de ser fechada, mas com mais competidores chegando em 2024, a pressão em cima dos dois GR010 Hybrid estará cada vez maior. 

Com o primeiro lugar, esta é a vitória número 45 do fabricante no WEC. Além disso, a equipe contabiliza seis vitórias em sete corridas em 2023. Sendo assim, com cinco equipes de fábrica nesta temporada, o sucesso só não foi total por conta da perda de Le Mans para a Ferrari. 

Em segundo, o Toyota #7 dos pilotos Mike Conway, Kamui Kobayashi e José Maria Lopez, fizeram uma prova de recuperação após uma primeira volta complicada depois de um toque para fora da pista pelo Cadillac de Earl Bamber. 

“Todo mundo que tenta vencer na primeira curva não está funcionando bem”, disse Conway após o seu stint.

Earl Bamber (Cadillac) foi bem otimista e acabou fazendo uma grande confusão na largada
Earl Bamber (Cadillac) foi bem otimista e acabou fazendo uma grande confusão na largada
Foto: FIA WEC

Assim, começou o calvário para o #7. Mesmo com o trânsito e os demais adversários da classe Hypercar, o carro já estava em terceiro na primeira hora. Kamui Kobayashi então tirou o segundo lugar da Ferrari 499P #51 de James Calado na Curva 1, faltando pouco menos de seis horas para o fim.

Temporada de altos e baixos para o Toyota #7

A partir daí, a corrida do #7 se estagnou no segundo lugar, já que o #8 estava com uma formidável vantagem de mais de 40 segundos. A temporada do trio do #7 apresentou grandes intempéries.

O campeonato incluiu vitórias em Sebring, Spa, Monza e Fuji. Porém, os problemas do #7 em Portimão e a desistência em Le Mans foram o tiro de misericórdia para que o trio vence-se o campeonato. 

Os principais adversários, a Ferrari, estavam matematicamente na busca pelo título, mas para qualquer uma das equipes ganhar o título, elas precisavam que os dois Toyotas enfrentassem problemas.

E em se tratando de Ferrari, muitas vezes ela mesma pode se prejudicar. Nenhum dos 499P teve o ritmo para superar os japoneses, em vez disso, lutaram pelo terceiro lugar com o Porsche do Team JOTA Porsche e entre si durante grande parte da corrida.

As frustrações também explodiram na Ferrari, quando Alessandro Pier Guidi e Antonio Fuoco fizeram contato mais de uma vez após a sexta rodada de paradas. Mesmo com os conflitos internos o #50 dos pilotos Antonio Fuoco, Miguel Molina e Nicklas Nielsen, chegaram na terceira posição. 

O Porsche do Team JOTA, de Will Stevens, Yifei Ye e Antonio Felix da Costa chegou na quarta posição. Já a Ferrari #51 chegou em sexto lugar, atrás do #6 da Penske Porsche

Os demais competidores da classe Hypercar 

O quinto lugar para o Porsche #6 veio em um dia em que nem a equipe de fábrica e a cliente, a Proton Competition foram competitivas. A Peugeot terminou em oitavo e nono (#94 e #93). Por fim, o Cadillac ficou com o 11º lugar, após a confusão na largada.

Despedida da classe LMP2

Na classe LMP2, o Oreca #41 da WRT, e os pilotos Rui Andrade, Robert Kubica e Louis Deletraz, conquistam os títulos de pilotos e equipes com uma vitória. O trio largou da 10º posição do grid.

O esforço teve um bônus. Os seus rivais pelo título, a United Autosports e Inter Europol, tiveram corridas complicadas. O Oreca #22 do United recebeu uma penalidade de 90 segundos por bater no Vanwall na saída da Curva 1 na largada, enquanto o carro da Inter Europol perdeu muito tempo devido a um problema técnico que forçou Albert Costa a parar duas vezes.

Isso deixou as coisas mais fáceis para o #41. Além disso, o #22 terminou em nono, enquanto a Inter Europol ficou em sexto. Com uma vantagem de mais de 30 pontos antes da corrida, seria complicado para o United ou a Inter Europol conquistar o título.

Em segundo lugar na classe LMP2, o outro carro da WRT, o #31. Para o próximo ano a equipe estará ao lado da BMW na classe Hypercar. em terceiro, o Oreca #28 da equipe JOTA, dos pilotos David Heinemeier Hansson, Pietro Fittipaldi e Oliver Rasmussen. 

Vitória das Iron Dames na última corrida da classe GTE

A vitória final da classe GTE, foi conquistada pela equipe Iron Dames, após uma batalha com diversos carros da classe. Rahel Frey, Sarah Bovy e Michelle Gatting garantiram a primeira vitória na história do WEC para uma equipe exclusivamente feminina.

As Iron Dames finalmente venceram no FIA WEC e garantiram o vice campeonato na LMGTE-Am
As Iron Dames finalmente venceram no FIA WEC e garantiram o vice campeonato na LMGTE-Am
Foto: Iron Dames / X

Aliás, com os títulos conquistados pela Corvette Racing em Monza, a vitória das meninas mostra que inclusão é muito mais do que usar palavras que não existem no dicionário.

O D'Station Racing com um Aston Martin ficou em segundo depois que Casper Stevenson não conseguiu alcançar e ultrapassar Gatting na hora final. O #98 alcançou um pódio duplo para o fabricante britânico ao terminar em terceiro lugar.

Parabólica
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