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Renovação de Tsunoda com AlphaTauri trava ótima safra de jovens pilotos Red Bull

Yuki Tsunoda não é o pior piloto do mundo e tende a evoluir em 2022, mas o teto não justifica a aposta da Red Bull, que vê uma ótima safra de jovens em risco pela fila parar de andar

8 set 2021 - 04h03
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Yuki Tsunoda fica mais um ano na F1. E como ficam os meninos da F2 e F3?
Yuki Tsunoda fica mais um ano na F1. E como ficam os meninos da F2 e F3?
Foto: Red Bull Pool Content/Getty Images / Grande Prêmio
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A AlphaTauri anunciou, nesta terça-feira (7), a manutenção da dupla de pilotos para a temporada 2022 da Fórmula 1. Ao mesmo tempo em que não surpreende e que traz uma grande notícia com a permanência de Pierre Gasly, um dos melhores do grid nos últimos anos, leva a uma reflexão sobre a sequência de Yuki Tsunoda e, principalmente, sobre os efeitos que isso pode causar para o futuro da Red Bull.

Sim, a vaga é na AlphaTauri, mas não é segredo algum que quem dita os rumos da equipe é Helmut Marko, o guru da Red Bull. O time de Faenza, nada mais é, que a equipe B dos austríacos, uma espécie de estágio antes de chegar a um dos cockpits mais desejados do mundo.

Ou seja, a permanência de Tsunoda faz parte do projeto Red Bull, do futuro do time. Em um primeiro momento, é difícil crer que não tenha a ver com a Honda, que deve seguir ao lado da equipe austríaca, ainda que não mais como fornecedora de motor. Outro ponto é que a AlphaTauri, desde os tempos de Toro Rosso, não tem o costume de trocar tão cedo seus pilotos, diferentemente do que acontece no time principal.

Pierre Gasly e Yuki Tsunoda seguem com a AlphaTauri em 2022
Pierre Gasly e Yuki Tsunoda seguem com a AlphaTauri em 2022
Foto: Peter Fox/Getty Images/Red Bull Content Pool / Grande Prêmio

Ainda assim, mesmo com tudo isso, é difícil entender a renovação olhando para um contexto mais amplo, o da grande menina dos olhos de Marko: o programa de jovens pilotos da Red Bull. Mais eficiente academia formadora de talentos da F1, o programa passou por dias complicados, mas hoje já se encontra novamente cheio de frutos que precisam ser colhidos. É aí que a sequência de Yuki empaca tudo.

Tsunoda não é o pior piloto do mundo e tem tudo para fazer um 2022 muito mais competente, com menos erros, mais resultados interessantes, mas não parece ter, por exemplo, o mesmo teto alto que caras que hoje estão na F2, F3 e até na F-Regional Alpine.

Separamos, então, os seis melhores nomes do programa da Red Bull e tentamos projetar como fica a situação de cada um deles, com uma ordem que segue quem parece - ou parecia - estar mais perto da F1, até o mais distante, mas todos com potencial imenso para estarem no grid.

Jüri Vips: vai para onde em 2022?
Jüri Vips: vai para onde em 2022?
Foto: Red Bull Content Pool / Grande Prêmio

Jüri Vips

Grande talento da geração, o estoniano foi quem apareceu para tapar o buraco deixado desde a promoção de Gasly. Depois que a Red Bull teve de chamar Brendon Hartley, Alex Albon e Sergio Pérez, Jüri parecia carta marcada para encerrar o hiato de garotos subindo para a F1 pela AlphaTauri. Não rolou.

Não rolou porque 2020 foi caótico. O estoniano disputaria a Super Formula, campeonato que fez Gasly ganhar a maturidade que faltava para a F1, mas a pandemia de Covid-19 transformou o sonho em pesadelo. Quase parado, Vips viu Tsunoda furar a fila com um bom ano de F2 e ficou ali na espera.

Mesmo fazendo ótima temporada na F2 com a Hitech, Vips ainda não vai ter a chance que merece em 2022 e, como tem ainda 21 anos, parece certo que ficará mais uma temporada na categoria de acesso à F1. Se for campeão em 2021, porém, vai jogar uma batata quente no colo de Marko, que terá de arrumar novo rumo para o garoto.

Liam Lawson faz ótima temporada no DTM
Liam Lawson faz ótima temporada no DTM
Foto: Formula Motorsport Ltd. / Grande Prêmio

Liam Lawson

Ainda que seja mais jovem que Vips, com 19 anos, Lawson talvez esteja mais longe da F1 que o parceiro de Hitech. A temporada na F2 não é das piores, mas o destaque absoluto no DTM, bem melhor que o companheiro Albon, faz Liam despertar interesses em diferentes categorias. A Indy já é um campeonato que olha com carinho para o neozelandês. Pensando em F1, é bem possível que vire carta fora do baralho com as permanências de Pérez e Tsunoda.

Dennis Hauger

Virtual campeão da F3 2021, Hauger é a prova viva da diferença enorme que faz uma segunda temporada em um campeonato de base. E, lógico, como não há comparação entre guiar por um time médio e uma equipe de ponta. A relação com a Prema e a experiência na F3 tornaram Dennis quase imbatível no atual campeonato.

Aos 18 anos, o norueguês tem tudo para aparecer na F2 2022, provavelmente em uma equipe mediana, como a Red Bull costuma fazer com seus pilotos em um primeiro ano. Assim, o impacto pode se dar no futuro, já que o programa pode acabar acumulando muita gente na porta da F1. E pouca vaga.

Dennis Hauger venceu pela quarta vez na temporada 2021 da F3 no último fim de semana
Dennis Hauger venceu pela quarta vez na temporada 2021 da F3 no último fim de semana
Foto: Fórmula 3 / Grande Prêmio

Jak Crawford e Jonny Edgar

Aqui dá para fazer um 2 em 1 porque a situação de ambos é muito parecida. Caçulinhas do programa no início de 2021, Crawford e Edgar eram rivais na F4 e subiram para a F3 sob muitos holofotes, mas com carros tremendamente lentos.

As temporadas não são lá incríveis, mas o americano e o inglês fazem o possível. A aposta aqui é que ambos terão um time de ponta em 2022, assim como aconteceu com Hauger. E aí, sem dúvida, são dois dos favoritos ao título. Apenas 16 e 17 anos, respectivamente.

Isack Hadjar

Novo caçula do programa, o francês surgiu maravilhosamente bem na F-Regional Alpine de 2021. Com a mediana equipe R-ace GP, vai dando bastante trabalho e empilhando grandes apresentações em um campeonato com considerável dificuldade para se ultrapassar nas corridas.

É nome certo na F3 2022, mas provavelmente vai passar pelo mesmo estágio de ter de roer o osso como Crawford e Edgar estão fazendo em 2021. Junto dos dois futuros rivais de categoria, deve ficar pronto para a F1 ali por 2024.

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