PUBLICIDADE

Red Bull busca solução para perda de potência causada por novo combustível da F1

Consultor esportivo da Red Bull, Helmut Marko admitiu que a equipe ainda busca uma solução em conjunto com a Honda para a perda de potência causada pelo E10, novo combustível da F1 a partir de 2022

10 jan 2022 10h56
| atualizado às 11h08
ver comentários
Publicidade
Red Bull e Honda ainda buscam solução para perda de potência
Red Bull e Honda ainda buscam solução para perda de potência
Foto: Red Bull Content Pool / Grande Prêmio

O QUE QUEREMOS VER NA PRÓXIMA TEMPORADA DE 'DRIVE DO SURVIVE'?

A Fórmula 1 vai passar por profundas mudanças em 2022, e a entrada do novo regulamento não vai alterar somente a aerodinâmica dos carros e o tamanho dos pneus. Outra alteração prevista para este ano será o novo combustível da categoria, o E10, que visa atender às demandas por mais sustentabilidade no automobilismo — possui apenas 10% de Etanol, contra 90% de combustível fóssil, o que representa uma maior 'afinidade' com o meio-ambiente. No entanto, isso também significa uma perda de potência, e a Red Bull ainda precisa solucionar esse problema.

Isto porque, apesar de ser um passo à frente em termos de ajuda à natureza, o biocombustível fornece menos poder às unidades de potência. As equipes da F1 já previram uma perda estimada de 20 cv de potência em seus motores de combustão interna para 2022, algo que o consultor esportivo da Red Bull, Helmut Marko, admitiu que a Honda ainda não conseguiu resolver.

"A Honda está trabalhando massivamente para se adaptar", revelou o austríaco. "O que eu ouvi foi positivo. O desempenho ainda não é o mesmo de 2021, mas você geralmente precisa esperar para ver como as coisas acontecem na pista", admitiu em entrevista ao site alemão Auto Motor und Sport, quando também aproveitou para alfinetar Charles Leclerc, da Ferrari.

Helmut Marko ainda não tem solução para perda de potência causa por novo combustível (Foto: Mark Thompson/Red Bull Content Pool/Getty Images)

A Honda, vencedora do título mundial de 2021 com Max Verstappen e a Red Bull, anunciou que iria deixar a Fórmula 1 ao final do ano passado. A equipe austríaca, por sua vez, passará a assumir a produção dos motores, mas terá a ajuda da montadora japonesa ao longo de 2022 com um papel de consultoria — ao menos até conseguir assumir o controle sozinha ou encontrar uma nova parceria.

Informações do braço italiano do site Motorsport, por exemplo, dão conta de que a Ferrari já encontrou uma solução para resolver a perda de potência em conjunto com sua parceira de combustíveis, a Shell. Assim, resta a Honda e Red Bull entenderem como poderão resolver a diferença para o combustível E5, utilizado até 2021.

A primeira oportunidade que a Red Bull terá de testar o novo carro na pista será no dia 23 de fevereiro, quando a pré-temporada da Fórmula 1 começa em Barcelona — e segue até o dia 25 do mesmo mês. Entre 12 e 14 de março, serão mais três dias de testes no Bahrein, mesmo palco da estreia do campeonato, que acontece no final de semana seguinte, entre os dias 18 e 20.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Ao lado da Red Bull, a Honda deu a volta por cima na F1 após um retorno desastroso na McLaren (Foto: Chris Graythen/Getty Images/Red Bull Content Pool)

Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
Grande Prêmio
Publicidade
Publicidade