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Presidente da Ferrari aponta "mudança de cultura" como razão para sucesso em 2022

John Elkann afirmou que escuderia italiana substituiu modelo de gestão "individual e de culpa" para um "coletivo e de responsabilidade" - ainda assim, deixou claro que ser competitivo não significa vitória garantida

2 mai 2022 - 11h46
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Mattia Binotto ao lado do presidente da Ferrari, John Elkann
Mattia Binotto ao lado do presidente da Ferrari, John Elkann
Foto: Scuderia Ferrari / Grande Prêmio

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Presidente da Ferrari, John Elkann reconheceu que a cultura de gestão dentro da escuderia italiana não era adequada para se vencer na Fórmula 1 nos anos anteriores. Agora, com uma "responsabilidade coletiva", o time de Maranello pôde tornar-se competitivo e colocar-se em posição de sucesso na principal categoria de automobilismo do mundo.

"Nós focamos desde 2020 na F1-75 e confiamos no trabalho de Mattia (Binotto) e do time, mesmo com toda a pressão dos últimos anos. Nós também mudamos nossa cultura: de culpa para responsabilidade, de individual para coletiva. Criamos um ambiente coeso, mas, ainda mais importante, de alta ambição com alta humildade", revelou Elkann.

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Ferrari em Ímola (Foto: Ferrari)

"Nós temos dois grandes pilotos, mas mais importante, eles são um time. E é isso que importa para a Ferrari. Algo que pessoalmente me orgulha é ver a Ferrari como uma equipe: de nossos pilotos aos engenheiro e mecânicos, todos têm trabalhado bem juntos. Prova disso é que nós tivemos 48% de pit-stops abaixo de três segundos em 2020, 78% em 2021 e neste ano, estamos com 89%", completou.

Na atual temporada da Fórmula 1, a Ferrari lidera tanto o Mundial de Pilotos quanto o de Construtores - sinal de que a escuderia italiana acertou a mão da F1-75, em meio à revolução do regulamento técnico para o ano. Mesmo assim, de acordo com Elkann, o cenário interno não é de vitória garantida.

"Dissemos que seríamos competitivos, o que somos. Saltar de ser competitivo para vencer é como ir para a Lua ou Marte: extremamente difícil. Todos nós sabemos que campeonatos são vencidos ou perdidos na última corrida, na última volta, e com muitas variáveis que controlamos e outras não. É por isso que a Fórmula 1 é um esporte tão empolgante e porque nós, Ferrari, estamos muito animados com esse desafio", disse.

Por fim, o presidente da Ferrari elogiou o trabalho da Fórmula 1 na elaboração das novas regras para 2022, que têm como principal destaque o retorno do conceito aerodinâmico do efeito-solo.

"Penso que (o regulamento) é ótimo. É maravilhoso ver como as corridas tornaram-se divertidas, como a competitividade aumentou, como muitos talentos têm vindo para a Fórmula 1. Dou crédito a Chase Carey e Stefano Domenicali pelo grande trabalho que fizeram ao dar um futuro para a F1", finalizou.

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