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Pirelli rebate críticas e culpa equipes e FIA por pneus de chuva mal desenvolvidos

Depois de inúmeras críticas aos pneus de chuva extrema no GP do Japão, o chefe da Pirelli, Mario Isola, lembrou que as equipes preferiram focar no trabalho com os compostos intermediários durante a pré-temporada na simulação de pista molhada, e a falta de testes dificulta o desenvolvimento dos pneus

14 out 2022 - 12h01
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Sebastian Vettel precisou arriscar os intermediários mesmo com a pista muito molhada para conseguir algum desempenho no Japão
Sebastian Vettel precisou arriscar os intermediários mesmo com a pista muito molhada para conseguir algum desempenho no Japão
Foto: Aston Martin / Grande Prêmio

Os pneus de chuva extrema da Pirelli causaram muita dor de cabeça para os pilotos durante o GP do Japão, mas depois das inúmeras críticas recebidas, a fornecedora italiana resolveu se manifestar. E culpou as próprias equipes pela falta de dados suficientes para desenvolver compostos melhores para situações como a vista em Suzuka, no último domingo.

Logo assim que a largada para a corrida no Japão foi autorizada, os pilotos perceberam que seria impossível alcançar na pista algum rendimento com os pneus de faixa azul. Sebastian Vettel foi o primeiro a arriscar os compostos intermediários e falou após terminar o GP em sexto que se viu obrigado a pular de uma situação complicada para outra em nome de uma performance um pouco melhor.

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A Ferrari também reclamou bastante dos pneus de faixa azul da Pirelli
A Ferrari também reclamou bastante dos pneus de faixa azul da Pirelli
Foto: Ferrari / Grande Prêmio

"Fomos forçados a colocar os intermediários porque os pneus de chuva são um lixo — desculpe, não são tão bons —, então nos jogamos de uma situação de emergência para outra", disse o piloto da Aston Martin na ocasião. Ferrari e Max Verstappen também não pouparam críticas aos compostos de chuva.

Mario Isola, chefe da fabricante italiana, explicou que a falta de testes complica o trabalho de desenvolvimento dos pneus, mas lembrou que, durante a pré-temporada, as equipes preferiram focar no trabalho com os intermediários e deixaram os compostos para chuva extrema de lado.

"Não tivemos tantas oportunidades para testar esses pneus de chuva", disse Isola. "Estamos trabalhando com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e as equipes, mas se não tivermos como estudar esses compostos, não vamos conseguir desenvolvê-los", acrescentou.

"Se você se lembrar, na pré-temporada em Barcelona, a pista ficou molhada pela metade do dia, mas as equipes não usaram os pneus de chuva extrema; em vez disso, focaram nos intermediários. Os pneus de chuva extrema, assim como os intermediários, terem exatamente a mesma borracha para todos os diferentes circuitos também não ajuda", completou o chefe da fabricante.

"Tudo o que temos é um composto extremo e um intermediário. Eles precisam funcionar em todos os lugares, em 22 pistas diferentes, então temos de encontrar o melhor equilíbrio", finalizou Isola.

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