O que você precisa saber no retorno das férias da Fórmula 1
F1 volta às atividades para segunda metade da temporada. Veja resumo do que de mais importante aconteceu nesse período sem carros na pista
Férias significam descanso? Bom, na Fórmula 1, não necessariamente. Desde o fim do GP da Hungria, em 31 de julho, os carros ficaram guardados nas fábricas das respectivas equipes e diversos pilotos compartilharam suas viagens e aventuras em redes sociais, mas os bastidores seguiram tão ativos quanto se poderia esperar. Ou até mais...
E depois de quase quatro semanas, finalmente a Fórmula 1 está de volta com o que mais gostamos: carros na pista. Os treinos livres para o GP da Bélgica marcam o retorno das férias. E com tantas novidades fora do asfalto, vale um resumão de tudo que aconteceu nesse período.
Mercado de pilotos agitado
No mercado de pilotos, tudo começou com o anúncio da aposentadoria de Sebastian Vettel ao final do ano, ainda no fim de semana do GP da Hungria. Esse anúncio desencadeou uma série acontecimentos bombásticos.
Com o tetracampeão fora da Aston Martin, a equipe verde não demorou a anunciar que seu substituto seria o veterano Fernando Alonso, atualmente na Alpine. Mas a Alpine contava com o piloto para o ano que vem, e não gostou nada de ser passada para trás pelo espanhol.
Sem Alonso, a equipe francesa recorreu a seu pupilo, o prodígio australiano Oscar Piastri. O anúncio de que ele seria o piloto do time a partir do ano que vem foi feito pelas redes sociais da equipe e até da F1. Mas o próprio Piastri veio a público dizer que não assinou nada e que não correria pela equipe. Mais um banho de água fria na Alpine, que em poucos dias perdeu dois dos três pilotos que tinha em mãos.
Para Piastri recusar um vaga na F1, é porque teria uma vaga ainda melhor engatilhada. Tudo levava a crer que seria na McLaren, insatisfeita com Daniel Ricciardo. Demorou algumas semanas, mas a McLaren confirmou o rompimento do contrato com Ricciardo no fim desse ano. O australiano perdeu a vaga, mas vai embolsar mais de 20 milhões de dólares com a rescisão. Piastri (ainda) não foi anunciado pela equipe, mas parece ser questão de tempo.
Agora, o grande dilema é: onde correrá Daniel Ricciardo? Além dele, outros pilotos chegam à segunda metade da temporada precisando de bons resultados para renovar seus contratos. São eles Mick Schumacher, Guanyu Zhou, Nicholas Latifi e Yuki Tsunoda. Isso significa que Haas, Alfa Romeo, Williams e AlphaTauri, em teoria, tem vaga aberta para 2023. Além, é claro, da Alpine.
Regulamento de motores de 2026 aprovado
A FIA confirmou a aprovação do novo regulamento de motores da Fórmula 1, com início em 2026. O sistema permanece híbrido, ou seja, com motor a combustão e elétrico trabalhando juntos. A parte a combustão permanece com a mesma configuração V6 1.6 turbo, mas o combustível será sintético, 100% renovável.
A maior mudança é na parte elétrica. O MGU-H, sistema de recuperação de energia térmica a partir do calor do motor, sai de cena. Trata-se de um recurso complexo demais e de pouca aplicabilidade fora das pistas. Para compensar, o MGU-K, que recupera energia cinética dos freios para alimentar as baterias, será ampliado. Agora, metade da força do conjunto virá da parte elétrica.
Audi de chegada
Michael Andretti segue insistindo em sua vontade de entrar na Fórmula 1, chegando a anunciar a construção de uma nova sede que poderia ser usada como base para as operações da equipe na categoria. Mas as outras equipes e a própria Liberty Media parecem dar de ombros para o desejo do norte-americano. Até Stefano Domenicalli, o chefão da F1, chegou a afirmar que a categoria não precisa da Andretti.
Se a Andretti não parece bem-vinda, o grupo Volkswagen vive situação oposta. O conglomerado alemão, que acompanhou de perto as negociações para o novo regulamento, se viu contemplada com as regras e confirmou o que já parece certo: entrará na Fórmula 1.
Por enquanto, o único anúncio oficial é o da entrada da Audi, gigante alemã concorrente da Mercedes e parte do grupo VW. A empresa das argolas entrará em 2026 como fornecedora de motores. De qual equipe? Bom, tudo leva a crer que será a Sauber
Alfa Romeo de saída
A equipe suíça trabalha em parceira com a Alfa Romeo desde 2018 e utiliza o nome da fabricante italiana desde o ano seguinte. Mas o vínculo tem data para ser encerrado: a equipe comunicou que 2023 marcará o fim da parceira. Com isso, o time volta a ser só Sauber a partir de 2024.
No entanto, rumores da imprensa europeia indicam que a Sauber não ficará muito tempo “sozinha”. A Audi poderá utilizar a estrutura e os carros da equipe para instalar seus motores. Fala-se em algo similar ao que foi a BMW-Sauber nos anos 2000, quando a outra gigante alemã tinha parte das ações da equipe, mas a operação era tocada pelo time de Peter Sauber.
Outra empresa que tem rumores cada vez mais fortes de chegada à F1 é a Porsche, também do grupo Volkswagen. A possibilidade de uma parceira com a Red Bull é a tendência, mas ainda não houve confirmações nesse sentido.