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Fernando Alonso na Aston Martin : o plano agora veste verde

Em rápida jogada, a Aston Martin anuncia Fernando Alonso como substituto de Sebastian Vettel e lança luzes sobre o sucesso deste acordo

1 ago 2022 - 07h11
(atualizado às 07h28)
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Fernando Alonso: agora, "El Plan" é verde...
Fernando Alonso: agora, "El Plan" é verde...
Foto: Aston Martin F1 / Divulgação

As férias de verão da F1 começam quentes. Os mecânicos mal terminaram de desmontar as estruturas do GP da Hungria e vem o anúncio: Fernando Alonso fecha acordo “multianual” com a Aston Martin para ocupar o lugar de Sebastian Vettel.

Embora o nome do espanhol já figurasse nas listas de potenciais substitutos (inclusive por aqui), não deixa de ser surpreendente. A renovação com a Alpine era dada como iminente há algum tempo. E a Aston Martin não é hoje um dos melhores lugares para se trabalhar. Só que as coisas mudam rapidamente.

Desde seu retorno à F1, Alonso mostrou que segue sendo um dos grandes e fez boas apresentações com a Alpine, que vem em mais um processo de reestruturação desde quando a equipe ainda era Renault. Ele veio para ser um dos pilares deste processo, o que até ficou conhecido como “El Plan” (o plano).

A continuidade de Alonso na Alpine, embora parecesse uma questão de tempo, era posta em xeque por dois motivos: primeiro, a necessidade de os franceses efetivar o australiano Oscar Piastri, campeão da F2 de 2021 e piloto da sua academia. Segundo o acordo corrente, o time tinha que arranjar um lugar para que ele fosse titular em 2023, sob pena de liberá-lo. Tanto que a conversa mais corrente era que Piastri iria para a Williams no lugar de Latifi.

Segundo, era a postura do Otmar Szafnauer, chefe de equipe da Alpine. Em entrevistas recentes, o dirigente não mostrava muito interesse em permanecer com Alonso, chegando até a dizer que “quando ele foi contratado, eu não estava aqui” e, aparentemente, era um dos defensores da efetivação de Piastri como titular. O fato é que a saída de Alonso leva a uma economia considerável de euros no orçamento do time...

A ida para a Aston Martin é um belo desafio para Alonso. Desde quando assumiu a identidade da montadora inglesa, o time não conseguiu encaixar bons resultados, embora seja um consenso de que o material humano é competente. Pesados investimentos estão sendo feitos e a nova fábrica deverá ficar pronta ano que vem, além da consolidação da chegada de novos técnicos.

Pelo projeto que Lawrence Stroll montou para a Aston Martin de ser uma equipe com chances de vencer e ter um nome capaz de conduzi-los, o perfil de Alonso era o que mais se encaixava dentre os disponíveis no mercado. Mas a dúvida que fica no ar por muitos – inclusive eu – é: teria Alonso paciência para comandar mais um projeto de reconstrução? Sendo que as outras oportunidades não foram tão satisfatórias assim...

Sabemos o quanto Alonso tem personalidade forte e que Stroll aparentemente tem se metido nas decisões da Aston Martin. Muitos apostam que um embate entre estas personalidades será uma questão de tempo, principalmente se o AMR23 não for um carro bem nascido...

 Agora, o plano muda de lugar. Com 41 anos, Alonso sabe que seu tempo na F1 não é longo, embora ainda esteja pilotando em alto nível. Uma aposta de altas expectativas para ele e a Aston Martin. Mas quanto maior o risco, maior o retorno....Do azul da tranquilidade para o verde da esperança...

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